Nova Jersey (EUA), 14/06/2026 – A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate de 1 a 1 contra o Marrocos, em partida realizada neste fim de semana, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe apresentou desorganização coletiva e falhas individuais, dependendo de uma jogada individual de Vinícius Júnior para evitar a derrota logo no primeiro jogo da competição.
O resultado expôs a fragilidade tática do Brasil diante de um adversário agressivo e disciplinado. Com surpresas de última hora na escalação inicial, a equipe foi dominada no primeiro tempo e saiu atrás no placar. Apesar de assumir o controle da posse de bola na etapa final, a Seleção criou poucas chances efetivas e deixou o campo alertando para a necessidade urgente de ajustes.
Desorganização e susto no primeiro tempo
Ancelotti surpreendeu ao escalar três jogadores que souberam de sua titularidade horas antes da partida: Ibañez, Douglas Santos e Igor Thiago. A estratégia não funcionou. Apática e dispersa, a Seleção teve dificuldade na retenção de bola e permitiu que o Marrocos ditasse o ritmo.
Aos 20 minutos, a pressão adversária surtiu efeito. Após uma falha de domínio de Lucas Paquetá e falhas na cobertura de Casemiro e Gabriel Magalhães, Saibari abriu o placar com justiça para os marroquinos.
O alívio com Vini Jr.
Com o time recuado após a desvantagem, a saída brasileira concentrou-se inteiramente em Vini Jr. E foi do camisa 7 que surgiu o gol de empate. Em uma jogada característica, o atacante atraiu a marcação na ponta esquerda, tabelou com Bruno Guimarães, infiltrou na área e finalizou sem chances para a defesa marroquina, garantindo o 1 a 1 antes do intervalo.
Controle sem efetividade na etapa final
O Brasil voltou para o segundo tempo com Danilo e Fabinho nas vagas de Ibañez e Casemiro, ambos amarelados. A mudança estabilizou o meio-campo. Com as linhas mais baixas, o Marrocos cedeu espaço e o Brasil passou a trocar passes no campo ofensivo.
No entanto, o controle da posse não se converteu em objetividade. As entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique no ataque não romperam o bloqueio adversário. Na reta final, a agressividade ofensiva brasileira limitou-se a cobranças de escanteio, e o goleiro Alisson ainda precisou trabalhar nos acréscimos para evitar um novo gol marroquino em chute de média distância.
A jovem promessa Endrick não foi acionada e permaneceu no banco de reservas durante toda a partida.
Fonte: Cahê Mota / ge
