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Acesso à internet no Brasil chega a 89% e cresce entre pessoas com mais de 60 anos

É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (24/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O acesso à internet continua em alta no Brasil e atinge, em 2024, nove em cada dez pessoas com 10 anos ou mais. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (24/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, 168 milhões de pessoas nessa faixa etária (89,1%) usaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa, enquanto 167,5 milhões (88,9%) possuíam telefone celular para uso pessoal. Ambos os índices cresceram em relação a 2023, quando o uso da internet era de 88% e a posse de celular, de 87,6%.

Desde 2016, o uso da rede no país tem aumentado de forma contínua — naquela época, apenas 66,1% da população acessava a internet.

O destaque do levantamento é o avanço da conectividade entre os brasileiros com 60 anos ou mais: de 44,8% em 2019 para 69,8% em 2024, um salto de 25 pontos percentuais — o maior entre todas as faixas etárias. Entre 2023 e 2024, esse grupo teve alta de 3,8 pontos percentuais.

O crescimento é atribuído à popularização dos smartphones, à digitalização de serviços públicos e privados, e à facilidade de uso de aplicativos.

A faixa de 50 a 59 anos também teve avanço expressivo: 89,9% estavam conectados em 2024, frente a 74,4% em 2019.

Perfil dos usuários da internet no Brasil

As mulheres acessaram a internet em proporção ligeiramente superior à dos homens: 89,8% contra 88,4%.

O uso da rede também apresentou diferenças significativas conforme o nível de escolaridade. Entre pessoas sem instrução, apenas 46% estavam conectadas, enquanto o percentual ultrapassou 97% entre aquelas com ensino superior, completo ou incompleto.

As diferenças por cor ou raça diminuíram ao longo dos anos. Em 2024, 90% das pessoas brancas utilizaram a rede, frente a 88,6% das pardas e 88,4% das pretas. Em 2016, os índices eram de 72,6%, 60,3% e 63,9%, respectivamente.

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