Brasília, 23/01/2026 – O avanço do sarampo nos Estados Unidos colocou autoridades de saúde em alerta em todo o mundo. O país norte-americano enfrenta um surto iniciado em 2025, que já soma mais de 2 mil casos, motivado em parte pela redução no calendário de vacinação local. Diante desse cenário, a Global Virus Network, entidade internacional de virologistas, emitiu um alerta global para conter a propagação do vírus.
No Brasil, a estratégia para evitar o retorno da circulação endêmica da doença inclui levar a imunização a locais de grande fluxo, como estações de metrô. A ação busca facilitar o acesso de quem está com a caderneta atrasada ou não possui registro vacinal. Em 2025, o país registrou 38 casos da doença, a maioria importada do exterior.
Riscos da doença e esquema vacinal
O sarampo é altamente transmissível e perigoso, especialmente para crianças. Segundo a infectologista Jessica Fernandes Ramos, do Hospital Sírio-Libanês, o vírus se espalha com facilidade e pode causar complicações graves, como surdez e até óbito.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, disponível pelo SUS, que também protege contra rubéola e caxumba. O esquema padrão consiste em duas doses:
- Primeira dose: aos 12 meses de idade.
- Segunda dose: três meses após a primeira.
Para adultos não imunizados na infância ou sem registro vacinal, a orientação varia conforme a idade:
- Até 29 anos: duas doses.
- Entre 30 e 59 anos: uma dose única.
Jessica Ramos ressalta que não há riscos em tomar doses adicionais caso a pessoa não se recorde de ter sido vacinada anteriormente.
Brasil livre da circulação endêmica
O Brasil recuperou em 2024 o certificado de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, título perdido em 2019. Dados do Ministério da Saúde indicam que 93% das crianças brasileiras já receberam ao menos a primeira dose da vacina, aproximando o país da meta de segurança epidemiológica.
A profissional de saúde Luciana reforça que a busca ativa em locais públicos é essencial, pois muitos adultos desconhecem seu histórico vacinal ou mudaram de cidade, perdendo o vínculo com os postos de saúde. A estrutura montada em pontos estratégicos, como o metrô, busca preencher essas lacunas na cobertura vacinal nacional.
Fonte: Agência Brasil / Roberta Scherer / Band.com
