Manaus (AM), 20/05/2026 – O Amazonas registrou a 8ª pior qualidade de vida entre as 27 unidades federativas do país, de acordo com os dados da edição 2026 do Índice do Progresso Social (IPS Brasil), divulgados nesta quarta-feira (20). O relatório, que avaliou as realidades estruturais de todos os 5.570 municípios brasileiros, revelou que as intensas desigualdades sociais e o isolamento territorial no interior puxaram o desempenho geral do estado para baixo da média nacional.
Mapeado em uma escala que varia de 0 a 100 pontos a partir de 57 indicadores ambientais e sociais, o Brasil registrou uma média de 63,40 pontos. O Amazonas alcançou a marca de apenas 59,34 pontos.
Os Extremos no Amazonas: Melhores e Piores Índices
Na análise interna dos 62 municípios amazonenses, a grande maioria apresentou pontuações vulneráveis, oscilando em uma faixa entre 48,25 e 58,79 pontos. A capital, Manaus, desponta com o melhor desempenho socioeconômico do estado, somando 63,91 pontos — o que a posiciona na 1.270ª colocação no ranking nacional e no 20º lugar entre as capitais do país.
| Posição | Municípios com Melhor Qualidade de Vida (AM) | Pontuação |
| 1º | Manaus | 63,91 |
| 2º | Urucurituba | 61,33 |
| 3º | Amaturá | 60,88 |
| 4º | Itapiranga | 60,03 |
| 5º | Urucará | 59,36 |
No extremo oposto da tabela estadual, as cidades localizadas nas calhas de rios mais distantes figuram nas posições mais críticas de desenvolvimento humano do Brasil. O município de Pauini, na região Sul do estado, registrou a pior nota do Amazonas com 48,40 pontos. Logo em seguida aparecem Envira, também no Sul, com 48,72 pontos, e Barcelos, na região Norte, com 49,06 pontos. De acordo com o IPS Brasil, o trio amargou os piores resultados do país na dimensão que avalia inclusão social, direitos individuais e acesso à educação básica e superior.
Pontos de Destaque e Desafios Estruturais
O único vetor avaliado como um destaque puramente positivo para o Amazonas de forma ampla foi o componente de Saúde e Bem-estar. O estudo identificou que localidades como Canutama, Ipixuna, São Sebastião do Uatumã e Tonantins conseguiram atingir notas acima de 68,12 pontos, posicionando seus serviços de atenção básica entre as melhores respostas estatísticas do país no quesito.
Por outro lado, o relatório detalha que mesmo Manaus, que obteve bom andamento nas áreas de Fundamentos do Bem-estar (69,89 pontos) e Oportunidades (52,69 pontos), ainda patina severamente nas chamadas Necessidades Humanas Básicas. O principal gargalo da capital amazonense continua concentrado no saneamento básico deficiente, nas falhas crônicas de infraestrutura urbana e nas redes de serviços essenciais, além do visível crescimento do contingente de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade e rua.
Fonte: Juan Gabriel / g1 AM / IPS Brasil
