Recife, PE (14/07/2026) – Uma artesã gravou o momento exato em que uma de suas alunas colocava uma substância suspeita dentro de sua garrafa de água. O caso, registrado por uma câmera escondida posicionada no ateliê da vítima, resultou na internação da profissional e na abertura de um inquérito policial para apurar a tentativa de homicídio por envenenamento.
A gravação foi entregue diretamente às autoridades policiais como principal prova material do crime. A vítima começou a suspeitar das ações da aluna após apresentar sucessivos problemas de saúde e mal-estar logo após consumir bebidas durante as aulas práticas de artesanato.
Monitoramento e flagrante no ateliê
A decisão de instalar o equipamento de monitoramento oculto ocorreu após a artesã notar alterações recorrentes no sabor e no odor de seus recipientes de água. As imagens do circuito interno revelam o instante em que a aluna aproveita um momento de distração da professora, que havia saído brevemente da sala, para retirar um frasco do bolso e despejar o conteúdo líquido na garrafa sobre a mesa.
Após ingerir a água alterada antes de analisar as imagens daquele dia, a artesã sofreu uma severa intoxicação exógena. Ela precisou ser socorrida às pressas e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde passou por procedimentos de lavagem gástrica e exames de toxicologia clínica.
Investigação policial e motivação do crime
A Polícia Civil autuou a suspeita e instaurou um inquérito para determinar a natureza exata da substância química utilizada na ação. Peritos analisam os resíduos encontrados na garrafa apreendida para identificar o potencial letal do elemento inserido no recipiente.
Depoimentos preliminares colhidos de outras alunas e de pessoas próximas indicam que desavenças profissionais e questões de concorrência no mercado de artesanato local podem ter motivado o atentado. A suspeita responderá pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por emprego de veneno.
Fonte: D24AM
