26/01/26, Brasília/DF – Fertilizantes e defensivos agrícolas de base biológica concentram a maior parte das chamadas “invenções verdes” brasileiras no setor agropecuário. Segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), 70% dos pedidos de patentes nacionais registrados entre 2012 e 2025 referem-se a criações de biofertilizantes e biodefensivos, insumos sustentáveis que se apresentam como alternativa menos destrutiva em relação às composições químicas predominantes há décadas.
No período analisado, foram contabilizados 1.205 pedidos de registro de patentes de origem brasileira. Desses, 465 foram apresentados por empresas com participação de ao menos uma pessoa brasileira como titular, 435 por pessoas físicas, 389 por instituições públicas de pesquisa e 41 por entidades da sociedade civil sem fins lucrativos.
Entre as instituições públicas, a Embrapa aparece como destaque, com 34 projetos registrados.
Panorama internacional
No total de pedidos de registro, incluindo os de origem estrangeira, também predominam tecnologias voltadas para biofertilizantes e biodefensivos, que somam 73%. Entre todas as “invenções” submetidas ao INPI no segmento de tecnologias agrícolas verdes, defensivos sustentáveis registraram 3.282 pedidos de patente, enquanto biofertilizantes somaram 2.597, totalizando 5.879. Os números superam o terceiro maior grupo de pedidos, o de agricultura digital, com 2.132 registros no período.
As criações brasileiras ocupam o segundo lugar no ranking global de pedidos de registro de novas tecnologias agrícolas verdes, atrás apenas dos Estados Unidos, com 2.515 pedidos. Em terceiro lugar aparecem pesquisas da Alemanha, com 509 registros.
Liderança nacional
Entre as 17 organizações brasileiras que registraram ao menos dez pedidos de patente cada, predominam entidades públicas, como universidades e a própria Embrapa. Apenas uma entidade privada aparece nesse grupo.
Fonte: Agência Gov / INPI / Portal Marcos Santos
