O trânsito ficou travado em diferentes avenidas de Manaus na noite de terça-feira (4), durante operações de fiscalização realizadas pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e pela Guarda Municipal em vias próximas a convenções partidárias na capital.
A coligação formada pela Federação União Progressista, PSB e Podemos afirmou que uma das blitze, instalada na Avenida Torquato Tapajós, em frente ao Clube Municipal, teria dificultado a chegada de apoiadores à convenção que oficializou a candidatura de Roberto Cidade ao Governo do Amazonas, realizada na Arena Amadeu Teixeira. A alegação não foi confirmada pelos órgãos responsáveis.
Segundo a coligação, advogados foram mobilizados para levar o caso à Justiça Eleitoral. O grupo questiona o fato de a fiscalização ter sido realizada em um dos principais acessos ao evento, durante o horário de maior fluxo de veículos.
Além da Torquato Tapajós, motoristas também enfrentaram congestionamentos na Avenida Constantino Nery, nas proximidades da Faculdade Fametro e da Arena Amadeu Teixeira. Na zona Oeste, outra operação realizada nas imediações da Avenida Coronel Salgado provocou lentidão durante a convenção do Partido Liberal (PL).
Relatos apontam que a fiscalização contou com o apoio de guinchos para remoção de veículos, o que teria contribuído para aumentar a retenção no trânsito. Também houve informações de que um ônibus e um micro-ônibus que transportavam participantes para uma das convenções foram apreendidos durante a operação. Os motivos das abordagens não foram informados oficialmente.
As operações provocaram críticas entre participantes dos eventos políticos, que defendem que a Justiça Eleitoral avalie se as fiscalizações interferiram no acesso às convenções.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus, o IMMU, a Guarda Municipal e o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) não haviam se manifestado sobre as críticas ou sobre as acusações feitas pela coligação.
