Belo Horizonte (MG), 24/04/2026 – Uma tentativa de gravação de conteúdo político terminou em confronto físico e tumulto no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na tarde desta quarta-feira (22). O ex-deputado estadual de São Paulo e pré-candidato, Douglas Garcia (União Brasil-SP), trocou agressões com manifestantes e estudantes após realizar um ato no local.
A confusão teve início quando Douglas Garcia, acompanhado da pré-candidata Marília Amaral (PL-MG), estendeu um banner com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma área de convivência da instituição. A ação provocou reações espontâneas de estudantes, que cercaram os políticos sob gritos de “recua, fascista”.

Confronto e agressões físicas
Imagens que circulam nas redes sociais registram o momento exato em que Douglas Garcia entra em confronto físico direto com um homem. O vídeo mostra troca de empurrões e socos, enquanto a segurança interna do campus tenta, sem sucesso, conter os envolvidos. Douglas afirmou posteriormente que agiu para “defender Marília”, alegando que ela teria sido agredida e teve equipamentos roubados durante o tumulto.
Por outro lado, representantes do Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) alegaram que os pré-candidatos de extrema-direita foram ao local para provocar os estudantes e que houve uso de spray de pimenta contra os universitários.
Intervenção policial e atendimento
A Polícia Militar foi acionada para intervir na briga generalizada. Segundo os registros, os seguranças da universidade tentaram formar um cordão de isolamento para conduzir os políticos até a saída, mas a situação só foi controlada com a chegada dos militares.
Um estudante foi identificado com ferimentos leves e encaminhado à enfermaria da UFMG, mas deixou o local antes de prestar depoimento oficial. A universidade informou que a gravação de conteúdo político não havia sido notificada ou autorizada pelas instâncias institucionais.
Histórico
Douglas Garcia é conhecido por episódios de confronto em ambientes acadêmicos e por sua atuação em pautas conservadoras. O ex-deputado, que já enfrentou processos por vazamento de dados de opositores, afirmou que tomará medidas judiciais contra os manifestantes envolvidos na confusão.
Fonte: G1 / Poder360 / Gazeta do Povo
