Brasília, DF (29/06/2026) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária amarela permanecerá em vigor durante todo o mês de julho. A decisão reflete as condições climáticas típicas do período seco, que impactam negativamente o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Para garantir o abastecimento nacional, o sistema elétrico precisa acionar com maior frequência as usinas termelétricas. Como a geração de energia por essa fonte é mais cara — devido à queima de combustíveis —, o custo adicional é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras.
Custo e impacto no consumo
A manutenção da bandeira amarela implica uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Vale lembrar que, pelo sistema tarifário, quanto maior o consumo de energia, maior será o valor extra na fatura final.
O sistema de bandeiras foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar mensalmente o custo real da geração de energia. Confira os patamares vigentes:
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Bandeira Verde: Sem cobrança adicional;
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Bandeira Amarela: R$ 1,885 a cada 100 kWh;
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Bandeira Vermelha (Patamar 1): R$ 4,46 a cada 100 kWh;
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Bandeira Vermelha (Patamar 2): R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Recomendações de economia
Em regiões de clima quente, como o Amazonas, onde o uso de ar-condicionado e ventiladores é intensivo, o impacto da bandeira amarela pode ser sentido de forma mais expressiva. Para mitigar o aumento na conta, especialistas recomendam medidas práticas:
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Climatização: Manter o ar-condicionado ajustado entre 23°C e 24°C.
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Iluminação: Priorizar a luz natural e substituir lâmpadas convencionais por modelos LED.
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Aparelhos: Evitar manter equipamentos em modo stand-by e checar a vedação das borrachas em geladeiras e freezers.
A definição das bandeiras é realizada mensalmente pela Aneel, com base nas projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia as condições reais de geração e demanda no país.
Fonte: Em Tempo
