Brasília/DF — O Brasil está entre os principais destinos de investimentos em data centers no mundo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s. Nos próximos cinco anos, o setor deve receber cerca de US$ 3 trilhões em aportes, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial (IA), da computação em nuvem e dos serviços de internet.
Atualmente, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global de data centers. Na América Latina, é líder absoluto, concentrando metade do mercado, com cerca de 200 empreendimentos e previsão de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões em investimentos até 2030.
Fatores estratégicos
O protagonismo brasileiro no cenário global de infraestrutura digital é sustentado por:
- Ampla oferta de energia renovável
- Abundância de água
- Posição estratégica no tráfego internacional de dados, favorecida pela rede de cabos submarinos que conecta continentes
“O Brasil é um país muito atrativo para a infraestrutura de data centers. Além de contar com abundância de água e energia, temos uma posição estratégica no tráfego internacional de dados”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Política Nacional de Data Centers
Para consolidar o Brasil como referência mundial, o Ministério das Comunicações trabalha na Política Nacional de Data Centers, vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB). O plano tem como foco:
- Segurança jurídica
- Eficiência energética
- Formação de mão de obra
- Integração com cadeias industriais
Segundo o ministro, a iniciativa é estratégica para a transformação digital do país e busca garantir infraestrutura de ponta, segurança e sustentabilidade.
Incentivos fiscais
O Governo também criou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), que prevê R$ 5,2 bilhões no orçamento de 2026 para incentivar novos empreendimentos, especialmente em regiões menos atendidas.
“O Brasil deve ser o grande ramo de integração de soluções digitais e de serviços de data centers”, afirmou Frederico de Siqueira Filho.
Fonte: Portal Marcos Santos
