Manaus/AM — O Dia do Leitor é celebrado nesta quarta-feira (7), destacando a importância da leitura como prática que resiste às mudanças tecnológicas e se mantém viva tanto no livro físico quanto no digital.
Para a professora de teatro Anate Diniz, ler é guardar memória e construir crescimento pessoal. “A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior”, afirmou.
Apesar da preferência pelo papel, os livros digitais ganham espaço. Celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. A coordenadora editorial Neiza Teixeira ressalta que a tecnologia facilita, mas exige dedicação: “Ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão”.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é apontada como principal motivo para a baixa adesão.
Mesmo com os desafios, livrarias do Centro de Manaus seguem movimentadas e clubes de leitura mantêm o hábito vivo, tornando a experiência coletiva. “Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, disse Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro.
A produção literária local também se mantém ativa, com autores amazonenses publicando novas obras. Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”.
Fonte: G1 AM
