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EMS fecha compra da Medley e amplia participação no mercado de genéricos para cerca de 30%

Aquisição é avaliada em R$ 3,2 bilhões e depende de aprovação do Cade

Imagem: Divulgação

São Paulo (SP) – 06/03/2026 – O grupo farmacêutico brasileiro EMS assinou um acordo definitivo para a aquisição de 100% da Medley, uma das principais fabricantes de medicamentos genéricos do país, atualmente pertencente à multinacional francesa Sanofi. O negócio é avaliado pelo mercado em aproximadamente R$ 3,2 bilhões.

Com a conclusão da operação, a EMS deve ampliar sua participação no segmento de medicamentos genéricos no Brasil para cerca de 30%, consolidando sua liderança no setor. Atualmente, a empresa já detém uma fatia estimada entre 23% e 24% desse mercado.

A Medley possui uma unidade industrial em Campinas (SP) e cerca de 900 funcionários. A sede da EMS está localizada em Hortolândia, também no interior paulista, a cerca de 20 quilômetros da fábrica adquirida. A proximidade geográfica é considerada estratégica para a integração operacional entre as duas companhias.

Segundo a EMS, a unidade da Medley será mantida e deve receber novos investimentos após a conclusão da aquisição. A empresa também manifestou interesse em preservar os ativos da marca, incluindo parcerias institucionais e patrocínios esportivos vigentes.

A partir da incorporação da Medley, o grupo avalia ainda a possibilidade de construção de uma nova unidade industrial em Manaus, aproveitando os incentivos fiscais da Zona Franca, que devem permanecer mesmo após a reforma tributária. A companhia anunciou recentemente um plano de investimentos de R$ 1 bilhão voltado à expansão de sua capacidade produtiva nos próximos anos.

Os medicamentos genéricos contêm os mesmos princípios ativos, dosagem e forma farmacêutica dos produtos de referência, sendo comercializados com desconto mínimo de 35%, conforme exigido por lei após o vencimento das patentes.

A Medley foi adquirida pela Sanofi em 2009, e a venda da operação no Brasil ocorre em meio à estratégia global da empresa francesa de concentrar investimentos em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas.

A transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições regulatórias antes de sua conclusão definitiva.


Fonte: O Globo

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