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Enfermeiro de UTI e cidadão americano: quem era Alex Pretti, morto a tiros por agente do ICE nos EUA

Foto: AP

25/01/26, Minneapolis/EUA – O enfermeiro de terapia intensiva Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros no sábado (24) por um agente da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos durante uma operação do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Segundo a versão oficial, Pretti teria se aproximado dos agentes portando uma pistola semiautomática de 9 milímetros. As autoridades não informaram se a arma foi apontada. Vídeos gravados por testemunhas mostram o homem com um celular na mão, sem evidência de arma.

Imagem: Divulgação

A família reconhece que ele possuía arma registrada e autorização para porte velado em Minnesota, mas afirma que não era comum vê-lo armado. Registros judiciais indicam que Pretti não tinha antecedentes criminais, apenas multas de trânsito.

Cidadão norte-americano, nascido em Illinois, Pretti trabalhava em um hospital de veteranos. Ele participava de protestos contra a política migratória do presidente Donald Trump e já havia se manifestado após a morte de Renee Good, em 7 de janeiro, também em ação do ICE.

O pai, Michael Pretti, relatou que o filho se preocupava com os impactos das operações migratórias.

“Ele achava terrível, como crianças sendo levadas e pessoas arrancadas das ruas. Por isso, participou de protestos”, disse.

Os pais, que vivem no Colorado, afirmaram que pediram cautela ao filho durante as manifestações.

Natural de Green Bay, Wisconsin, Pretti jogou futebol americano, beisebol e atletismo no ensino médio. Também foi escoteiro e integrou um coral juvenil. Formou-se em 2011 pela Universidade de Minnesota em biologia, sociedade e meio ambiente. Trabalhou como pesquisador antes de retornar à universidade para se tornar enfermeiro.

A ex-esposa disse à Associated Press que não se surpreendeu com a participação dele em protestos contra a política migratória. Segundo ela, Pretti era eleitor do Partido Democrata, participou de manifestações após a morte de George Floyd em 2020 e discutia com policiais, mas nunca foi fisicamente agressivo. Ela também confirmou que ele obteve autorização para porte de arma há cerca de três anos.

Vizinhos o descrevem como reservado e prestativo. Sue Gitar, que morava no apartamento abaixo, afirmou:

“Ele era uma pessoa maravilhosa. Tinha um grande coração.”

Relatos indicam que Pretti ajudava em situações emergenciais no prédio, como suspeitas de vazamento de gás. Eles sabiam que ele possuía armas e frequentava estandes de tiro, mas não acreditavam que carregasse pistola nas ruas.

Foto: Adam Gray/AP

Pretti também era ligado a atividades ao ar livre, competia em corridas de bicicleta e tinha forte vínculo com seu cachorro, que morreu cerca de um ano antes. Poucos dias antes da morte, contou aos pais que havia consertado a porta da garagem e dado uma gorjeta de US$ 100 a um trabalhador latino.

A mãe, Susan Pretti, destacou o envolvimento do filho com causas ambientais.

“Ele odiava ver pessoas destruindo a terra. Ele amava este país, mas não gostava do que estavam fazendo com ele.”

Após o episódio, manifestantes realizaram homenagens em Minneapolis. O presidente Donald Trump defendeu os agentes do ICE, afirmando:

“Deixem nossos patriotas do ICE fazerem seu trabalho.”

 


Fonte: Associated Press /G1

 

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