Palm Beach/Caracas – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que Washington assumirá a administração interina da Venezuela até que seja possível organizar uma transição política considerada “adequada e segura”. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na Flórida, poucas horas após a operação militar que retirou Nicolás Maduro do poder.
Segundo Trump, a medida busca garantir estabilidade institucional no país vizinho, mas não foram fornecidos detalhes sobre quem conduzirá essa gestão, quais órgãos estarão envolvidos ou por quanto tempo ela deve durar.
Na madrugada, forças especiais americanas capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Ambos foram levados ao navio USS Iwo Jima e, de acordo com o governo dos Estados Unidos, seguirão para Nova York, onde enfrentarão acusações na Justiça americana.
O Ministério Público nova-iorquino reabriu denúncias contra Maduro e aliados, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armamento pesado. A nova peça judicial amplia a lista de réus, envolvendo familiares do presidente e o ministro do Interior, Diosdado Cabello Rondón, além de outros nomes ligados ao alto escalão venezuelano.
As acusações sustentam que, ao longo de 25 anos, dirigentes da Venezuela teriam utilizado cargos públicos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos, corrompendo instituições e lucrando com o tráfico internacional.
Fechamento – A decisão de Trump de anunciar uma administração interina sobre a Venezuela intensifica a crise diplomática e abre questionamentos sobre soberania e legalidade internacional. Sem clareza sobre os mecanismos dessa gestão, cresce a expectativa por reações da comunidade internacional e por debates no Conselho de Segurança da ONU.
Fonte: CBN
