São Paulo (SP), 29/04/2026 – A punição do argentino Prestianni foi apenas o primeiro passo. O atleta do Benfica recebeu um gancho de seis jogos pela Uefa após proferir insultos racistas contra o brasileiro Vinícius Jr., do Real Madrid, durante a Champions League, utilizando a mão para cobrir a boca e ocultar a ofensa. Nesta terça-feira (28), a Fifa anunciou que jogadores que repetirem o ato para esconder ataques discriminatórios serão punidos com expulsão imediata.
A decisão foi tomada por unanimidade em uma reunião especial da International Football Association Board (IFAB), realizada em Vancouver, no Canadá. O órgão aprovou duas propostas da Fifa para alteração no regulamento, em medidas de emergência para combater atos que não cabem mais no futebol e na sociedade.
Tapar a boca vira infração para cartão vermelho
“A critério da organização da competição, qualquer jogador que cobrir a boca em uma situação de confronto com um adversário poderá ser punido com cartão vermelho”, anunciou a Fifa. A medida já havia sido sugerida na Assembleia Geral Anual da IFAB, em fevereiro, e agora entra em vigor para impedir que agressores burlem a leitura labial feita por câmeras e pelo VAR.
Punição rigorosa para abandono de campo
A segunda alteração atinge jogadores e comissões técnicas que abandonam o gramado em protesto contra decisões da arbitragem. Agora, o árbitro terá autoridade para expulsar qualquer jogador que deixe o campo por esse motivo, regra que também se aplica a técnicos ou auxiliares que incitem a saída do time.
O estopim para a mudança foi o episódio na final da Copa Africana das Nações, quando a seleção de Senegal deixou o gramado contra o Marrocos após discordar de uma penalidade. A Fifa reforçou que, a partir de agora, uma equipe que causar o abandono de uma partida perderá o jogo por WO.
As novas recomendações serão informadas nas próximas semanas para todas as 48 seleções que disputarão a Copa do Mundo no Canadá, Estados Unidos e México, prevendo um torneio com tolerância zero à discriminação e ao desrespeito às regras.
Fonte: Estadão Conteúdo
