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Governo leva prevenção da violência contra a mulher para os currículos escolares

Portaria interministerial regulamenta lei e garante conteúdos desde a educação infantil até o ensino superior

crédito: Reprodução/Canva

Brasília – 26/03/2026 – O governo federal sancionou e regulamentou uma medida que inclui conteúdos de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher nos currículos das escolas brasileiras. A iniciativa, formalizada por portaria conjunta dos ministérios da Educação e das Mulheres, estabelece diretrizes para que o tema seja trabalhado de forma contínua e adequado à faixa etária dos estudantes.

A ação integra um conjunto mais amplo de políticas públicas voltadas à redução da violência de gênero e reforça o papel da educação como ferramenta central na transformação cultural do país. A proposta é que crianças e adolescentes tenham contato, desde cedo, com conceitos como respeito, equidade e direitos humanos.

Política “Maria da Penha vai às escolas”

A regulamentação detalha a implementação da política vinculada à Lei Maria da Penha. A norma prevê que conteúdos sobre prevenção da violência contra mulheres e meninas passem a integrar o material didático e as práticas pedagógicas em diferentes níveis de ensino.

Na prática, escolas públicas e privadas deverão abordar temas como:

  • igualdade de gênero;
  • prevenção da violência;
  • identificação de situações de abuso;
  • promoção de uma cultura de respeito.

O material será adaptado conforme a idade dos estudantes, garantindo abordagem pedagógica adequada e responsável. O Conselho Nacional de Educação terá prazo para propor ajustes nas diretrizes curriculares, ampliando a presença do tema desde a educação infantil até o ensino médio.

Formação de uma cultura de proteção

A medida também orienta instituições de ensino a adotarem posturas ativas diante de situações de violência de gênero, evitando omissões e fortalecendo redes de acolhimento. Segundo o Ministério da Educação, a proposta busca formar uma geração mais consciente e preparada para romper ciclos históricos de violência.

Da escola à universidade

A portaria alcança também o ensino superior. Universidades e institutos federais deverão incorporar conteúdos sobre enfrentamento à violência contra a mulher em cursos de graduação e pós-graduação, além de estruturar políticas de acolhimento dentro das instituições.

A expectativa é que profissionais de diferentes áreas (como saúde, educação e assistência social) saiam mais preparados para lidar com situações de violência e oferecer suporte adequado às vítimas.

Dados recentes mostram que o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia, evidenciando a urgência de políticas preventivas. Ao incluir o tema de forma estruturada no currículo escolar, o governo aposta na educação como estratégia de longo prazo para enfrentar o problema e formar cidadãos conscientes.

Fonte: Correio Braziliense

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