São Paulo (SP) – 17/04/2026 – O ex‑jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta‑feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, nas proximidades de onde morava, em Alphaville, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.
Em nota, a família lamentou a morte do ídolo do esporte brasileiro e relembrou sua trajetória. O velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos, conforme desejo dos parentes.

Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, Oscar marcou época como o eterno camisa 14 da seleção brasileira e é reconhecido como um dos maiores jogadores da história do basquete mundial. Ao longo da carreira, foi peça fundamental para a popularização da modalidade no Brasil.
Diagnosticado em 2011 com câncer no cérebro, Oscar passou por cirurgias e enfrentou a doença por mais de uma década. Em 2022, chegou a afirmar que havia interrompido o tratamento de quimioterapia e, posteriormente, anunciou que estava curado.
No último dia 8 de abril, Oscar foi um dos homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil durante a cerimônia do Hall da Fama, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Ele não pôde comparecer ao evento por estar em recuperação de uma cirurgia e foi representado pelo filho Felipe Schmidt.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN). Ao longo da carreira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e marcou 1.093 pontos, tornando‑se o maior cestinha da história das Olimpíadas.

Mesmo sem jamais ter atuado oficialmente na NBA, Oscar integrou o Hall da Fama da liga norte‑americana e o Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba), reconhecido pelo impacto global de sua carreira. Ao todo, somou 49.737 pontos como jogador profissional, marca que por muitos anos o colocou como o maior cestinha da história do basquete.
Pela seleção brasileira, conquistou títulos continentais e o ouro no Pan‑Americano de Indianápolis, em 1987, derrotando os Estados Unidos em uma final histórica.
Oscar Schmidt encerrou a carreira em 2003, no Flamengo, deixando um legado que ultrapassa números e títulos e permanece vivo na memória do esporte brasileiro.
Fonte: g1 SP
