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Manaus lidera queda da cesta básica em fevereiro, aponta levantamento do Dieese

Capital teve recuo de 2,94%, enquanto feijão pressionou alta em 26 estados

(Foto: Agência Brasil)

Manaus (AM) – 09/03/2026 – O custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras em fevereiro, mas ficou mais barato no Distrito Federal e em outras 12 capitais, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab. No ranking das variações, Manaus registrou a maior queda do país, com recuo de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

Entre as capitais onde houve aumento, a maior elevação foi registrada em Natal (3,52%), seguida por João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%).

No acumulado do ano, o levantamento aponta que 25 cidades apresentaram alta no custo médio da cesta básica, enquanto as demais registraram queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). No sentido oposto, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais com redução no período.

Feijão pressionou preços em quase todo o país

Um dos principais itens responsáveis pela alta da cesta básica em diversas localidades foi o feijão, que teve aumento de preço em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no valor do quilo. O maior avanço foi observado em Campo Grande, com variação positiva de 22,05%. De acordo com a pesquisa, a elevação ocorreu por oferta restrita, influenciada por dificuldades de colheita e por uma área de produção menor do que a registrada no ano anterior.

Outro item que pesou no custo foi a carne bovina de primeira, que apresentou aumento em 20 cidades, cenário associado à menor disponibilidade de animais prontos para abate e ao bom desempenho das exportações, que manteve a carne valorizada.

Onde a cesta foi mais cara e mais barata

Em fevereiro, São Paulo teve a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Nas capitais do Norte e do Nordeste — onde a composição da cesta é diferente — os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

Com base no custo da cesta básica mais cara do mês (São Paulo) e na determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor necessário em fevereiro deveria ter sido de R$ 7.164,94, equivalente a 4,42 vezes o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.621,00.


Fonte: Agência Brasil / Dieese / Conab / Acrítica

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