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Marcelo Ramos acusa Grupo Atem de tentar pressionar a Petrobras para elevar preços dos combustíveis

Ex-deputado afirma que ação judicial atribuída à Refina Brasil busca retomar o PPI e impactar valores da gasolina e do diesel

Foto: Divulgação

Manaus (AM) – 13/03/2026 – O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Ramos, acusou o Grupo Atem de tentar pressionar a Petrobras, por meio de uma ação judicial, a aumentar o preço dos combustíveis no Brasil. A denúncia foi feita nas redes sociais pelo ex-parlamentar na quarta-feira (11).

Segundo Marcelo Ramos, a ação judicial é assinada pela Associação Brasileira dos Refinadores Privados (Refina Brasil) e teria como objetivo forçar mudanças na política de preços da estatal.

Importação de combustível no Amazonas

Ramos afirmou que o Grupo Atem importa 100% do combustível vendido nos postos de gasolina do Amazonas. De acordo com ele, a recente alta no preço internacional do petróleo influenciou diretamente o valor pago pelo consumidor no estado.

O ex-deputado explicou que, em meio à guerra no Irã, o preço do barril de petróleo ultrapassou R$ 100, e esse aumento teria sido repassado em cadeia até chegar ao consumidor final.

Tentativa de retomar política do PPI

Ainda segundo Marcelo Ramos, a ação da Refina Brasil representa uma tentativa de reativar o Preço de Paridade de Importação (PPI). A política foi encerrada em 2023 e vinculava os preços dos combustíveis no Brasil aos valores praticados no mercado internacional.

Com o fim do PPI, a Petrobras passou a adotar preços considerados mais competitivos em relação ao combustível importado. De acordo com o governo federal, essa estratégia contribuiu para conter o avanço dos preços no mercado interno, mesmo diante da alta do petróleo no exterior.

Atualmente, a Petrobras continua considerando referências internacionais, variação cambial, custos e condições de mercado para definir seus preços, mas não segue mais uma regra automática vinculada ao PPI.

“Por conta de um incentivo fiscal o grupo Atem parou de comprar o petróleo da Petrobras, de refinar, na refinaria que foi privatizada para ela, e passou a importar cem por cento do combustível que ela vende no Amazonas. Agora, ao invés de voltar a comprar da Petrobras e refinar, ela prefere entrar na Justiça para obrigar a Petrobras a praticar o mesmo preço que ela, que é o preço do barril internacional, que é o PPI”, afirmou Ramos.

Apelo à classe política do Amazonas

O ex-deputado também fez um apelo à população e aos parlamentares do Amazonas para que se mobilizem contra a iniciativa.

“Isso é absurdo, uma covardia com os consumidores amazonenses e brasileiros. É preciso uma reação de toda a sociedade. A classe política no Amazonas precisa falar sobre isso”, declarou.

Governo federal reafirma independência da Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou na quarta-feira (11) que o governo federal manterá a independência da Petrobras e que não pretende intervir na política de preços da companhia.

“Não iremos fazer nenhuma intervenção numa empresa de capital aberto como a Petrobras. O governo tem participação majoritária nos conselhos, mas o plano de investimento e a gestão são respeitados. Os diretores da companhia são extremamente competentes para decidir sobre a política de preços”, afirmou o ministro.

A reportagem informou que tentou contato com o Grupo Atem, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.


Fonte: EM TEMPO

 

Confira o vídeo na íntegra:

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