Manaus (AM), 18/05/2026 – A capital amazonense sedia, nesta segunda-feira (18), o lançamento de uma das maiores ofensivas integradas do governo federal contra as facções criminosas que atuam na Região Norte. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresenta o programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, projeto estratégico que faz parte do plano nacional “Brasil contra o Crime Organizado”.
Ações em Seis Estados
O programa prevê uma atuação direta em 42 municípios considerados chaves, distribuídos geograficamente entre os estados do Amazonas, Acre, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Paraná. De acordo com o ministério, o foco das operações é quadrangular:
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Repressão asfixiante ao crime organizado;
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Proteção do território e combate a crimes ambientais;
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Prevenção social em áreas críticas;
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Fomento e incentivo a atividades econômicas legais.
A solenidade em Manaus conta com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, além de comitivas dos estados da Amazônia Legal e de organismos internacionais de cooperação policial.
Raio-X em Terras Indígenas e Estratégia na BR-319
Durante o evento, o governo federal divulgará o inédito Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado em Territórios Indígenas (IVCO-TI). Desenvolvido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas em parceria com pesquisadores e entidades internacionais, o estudo mapeou detalhadamente como o narcotráfico, o garimpo e as milícias privadas avançam e operam dentro das reservas protegidas.
Na mesma agenda, o Comitê Gestor do Plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania) realiza uma reunião fechada para selar os planos operacionais de 2026. A principal pauta do debate será o desenho de estratégias específicas de policiamento e fiscalização para a rodovia BR-319, rota logística que liga o Amazonas ao restante do país e que enfrenta desafios crescentes de segurança.
O encontro encerra com a assinatura de convênios de financiamento de novas viaturas e equipamentos, além de termos de cooperação técnica e de inteligência entre as polícias locais, forças federais e universidades regionais.
Fonte: Portal Tucumã
