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Morre menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões do tratamento desviados por empresários

Yasmin Amorim, de 12 anos, enfrentava neuroblastoma e aguardava medicamentos importados que não foram entregues integralmente

Foto: Arquivo RPC

Cascavel, PR – 07/02/2026 – Morreu na noite de sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná, a menina Yasmin Amorim, de 12 anos, que lutava contra um neuroblastoma, tipo agressivo de câncer infantil. O caso ganhou repercussão nacional após a confirmação de que R$ 2,5 milhões destinados à compra de medicamentos essenciais ao tratamento foram desviados por empresários responsáveis pelo fornecimento.

Foto: RPC Curitiba

Yasmin estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel e apresentou piora no estado de saúde nas últimas horas. A morte foi confirmada pela família após complicações decorrentes da progressão da doença.

A menina foi diagnosticada em 2018, aos cinco anos, com tumores no pescoço e no tórax. Após passar por quimioterapia e outros procedimentos, entrou em remissão em 2020. No entanto, o câncer voltou ainda no mesmo ano, exigindo novo protocolo terapêutico, incluindo transplante de medula óssea e uso de medicamentos importados de alto custo.

Em 2024, a família recorreu à Justiça para garantir o fornecimento das medicações, entre elas o Danyelza e o Leukine, cujo custo total chegava a aproximadamente R$ 2,5 milhões. O governo do Paraná foi determinado a custear parte do tratamento.

A empresa contratada para realizar a importação, porém, subcontratou outra fornecedora que não entregou os medicamentos na quantidade adequada. O hospital recebeu apenas uma ampola de Danyelza, quando eram necessárias seis. No caso do Leukine, foram entregues 10 das 60 caixas previstas, além de versões genéricas do medicamento.

As investigações apontaram que os valores pagos foram desviados. As contas das empresas envolvidas chegaram a ser bloqueadas, mas estavam praticamente zeradas no momento da apuração.

Dois empresários foram condenados por estelionato, com penas que somam quatro anos, nove meses e cinco dias de prisão em regime inicialmente fechado. Eles estão presos desde agosto do ano passado. Um terceiro acusado foi absolvido, e as defesas informaram que pretendem recorrer da decisão.

A morte de Yasmin reacende o debate sobre a fiscalização na aplicação de recursos públicos destinados à saúde e sobre a responsabilidade no cumprimento de decisões judiciais em tratamentos de alto custo.

Fonte: G1

 

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