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Operação Covil do Mamon: Polícia Civil desarticula esquema de extorsão e agiotagem no Amazonas

Ação ostensiva resultou na prisão de 26 agentes de segurança pública na capital; estrutura criminosa movimentou mais de R$ 24 milhões com cobranças forçadas e lavagem de dinheiro

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Manaus (AM), 20/05/2026 – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou, na manhã desta quarta-feira (20), o nome oficial da megaoperação deflagrada em Manaus: Operação Covil do Mamon. A ofensiva resultou no cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva contra agentes da Segurança Pública investigados por integrar duas organizações criminosas focadas em extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro.

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Balanço da Ofensiva

A operação mobilizou diversas frentes das forças estaduais para desmantelar a estrutura financeira dos grupos. O balanço oficial da operação aponta o cumprimento das seguintes medidas judiciais:

  • 26 mandados de prisão preventiva;

  • 31 mandados de busca e apreensão;

  • Sequestro de bens: 42 veículos e sete imóveis de luxo;

  • Bloqueio financeiro: contas bancárias congeladas e a suspensão das atividades comerciais de sete pessoas jurídicas utilizadas para a lavagem de capitais.

Os trabalhos foram conduzidos de forma integrada pelas equipes do 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIP), contando com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

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Dinâmica do Esquema e Nome da Operação

O nome dado à ação, “Covil do Mamon”, faz alusão ao termo de origem hebraica utilizado para personificar a busca desenfreada pela riqueza, pela ganância e pelo dinheiro obtido por vias injustas. De acordo com os investigadores, essa era a base de atuação das duas organizações. Os grupos operavam uma rede ilegal de empréstimos com taxas de juros abusivas. Quando os prazos não eram cumpridos, os suspeitos iniciavam cobranças forçadas que envolviam ameaças, sequestros, torturas e homicídios.

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Os relatórios técnicos financeiros indicam que apenas um dos grupos movimentou uma quantia superior a R$ 24 milhões em transações ilícitas. Os dados da segunda organização ainda dependem do processamento das quebras de sigilo bancário executadas durante a manhã. A engenharia financeira para ocultar os valores ultrapassava as barreiras do Amazonas, com fluxos de capitais identificados nos estados de Santa Catarina, Paraíba e Roraima.

Fonte: TV A Crítica / D24am / Portal do Holanda / CM7

 

 

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