Palmas (TO), 24/04/2026 – A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-TO) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Prerrogativa de Fachada, que resultou na prisão de um homem suspeito de se infiltrar no sistema de Justiça para favorecer o narcotráfico. O investigado utilizava o registro profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de um advogado paraense falecido em 2015 para atuar em favor de uma organização criminosa.
A prisão ocorreu em Palmas e é o desdobramento de uma investigação que revelou como o suspeito usava a identidade fraudulenta para circular com menos restrições e articular rotas de tráfico interestadual, com foco na movimentação de cargas de cocaína.
Logística do crime e fraude no sistema
De acordo com a Polícia Federal, o falso advogado desempenhava um papel fundamental na articulação logística da facção. Ao se passar por um operador do Direito, ele conseguia acesso a sistemas eletrônicos da Justiça e possuía facilidade de locomoção que camuflava suas atividades ilícitas.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Além das ordens judiciais, o perfil utilizado pelo suspeito nos sistemas do Judiciário foi imediatamente bloqueado para impedir o acesso a dados e a continuidade da fraude processual.
Penas podem ultrapassar 65 anos
O investigado, cujo nome não foi oficialmente divulgado, deve enfrentar um extenso rol de acusações. Segundo as autoridades, ele responderá por:
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Tráfico de drogas e associação para o tráfico;
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Organização criminosa;
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Uso de documento falso e falsidade ideológica;
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Estelionato;
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Inserção de dados falsos em sistema de informações.
Se condenado por todos os delitos, as penas somadas podem ultrapassar 65 anos de reclusão.
Integração das forças de segurança
A Ficco-TO, responsável pela ação, é composta por equipes das polícias Federal, Civil, Militar e Penal. A força-tarefa destacou que a operação é um golpe importante contra organizações que tentam corromper as prerrogativas da advocacia e os sistemas de controle do Estado para fins criminosos.
Fonte: Metrópoles / Ficco-TO / Fato Amazônico
