BRASIL, 12/05/2026 – O bolso do brasileiro voltou a pesar em abril. Pelo segundo mês seguido, o custo da cesta básica registrou aumento em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Os dados, divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Conab, mostram que a inflação dos alimentos segue disseminada, com altas expressivas em cidades como Porto Velho (5,60%) e Fortaleza (5,46%).
Leite e hortifrúti pressionam os preços
O grande vilão do mês foi o leite integral, que subiu em todas as capitais pesquisadas devido à entressafra no campo — em Teresina, a alta chegou a 15,70%. Além dos lácteos, o feijão e o tomate também registraram aumentos em quase todo o território nacional. Itens básicos como o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira também ficaram mais caros em 22 das 27 capitais.
Ranking das capitais
São Paulo mantém o posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil, atingindo o valor médio de R$ 906,14. No topo da lista também figuram Cuiabá (R$ 880,06) e Rio de Janeiro (R$ 879,03). No outro extremo, Aracaju apresenta o menor custo médio (R$ 619,32), seguida por São Luís (R$ 639,24). No acumulado de 2026, porém, a capital sergipana é a que mais sofreu, com uma variação de 14,80%.
Salário mínimo ideal
Com base no custo da cesta em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família (como alimentação, moradia, saúde e educação) deveria ser de R$ 7.612,49. O valor é 4,7 vezes superior ao salário mínimo vigente de R$ 1.621, reforçando a dificuldade do trabalhador em manter o poder de compra diante da alta sucessiva dos alimentos.
Fonte: Dieese / Conab / EM Tempo
