Brasil, (08/07/2026)- A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e integra uma investigação sobre a declaração, a localização e a regularidade de armas registradas em nome do ex-presidente.
Segundo a decisão judicial, a operação teve como objetivo localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro para verificar o cumprimento de determinações anteriores relacionadas ao armamento registrado em nome de Bolsonaro. A defesa informou que colaborou com as autoridades e afirmou que nenhum material foi encontrado ou apreendido durante a diligência.
Operação foi autorizada pelo STF
A busca ocorreu após questionamentos sobre o paradeiro de armas vinculadas ao ex-presidente. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, ainda existiam divergências nas informações apresentadas sobre parte do armamento, o que motivou a autorização da operação.
A investigação também considera uma decisão anterior que determinou a entrega das armas registradas em nome de Bolsonaro, após um dos armamentos ter sido localizado com um integrante de sua equipe de segurança.
Defesa diz que informou localização das armas
O advogado João Henrique de Freitas declarou que a defesa já havia informado previamente às autoridades onde estavam todas as armas registradas. Segundo ele, parte do armamento foi entregue à Polícia Federal e outra parte permanece sob custódia de órgãos oficiais, motivo pelo qual a operação não resultou em apreensões.
Caso tem repercussão política e jurídica
A nova diligência amplia a repercussão política e jurídica envolvendo o ex-presidente, que continua sendo alvo de diferentes procedimentos no Supremo Tribunal Federal. A operação desta quarta-feira concentra-se exclusivamente na verificação da situação das armas registradas em seu nome e no cumprimento das determinações judiciais relacionadas ao caso.
Fonte: G1
