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Vitrine Castello recebe Marília Costa para uma conversa sobre empreendedorismo, liderança feminina e o futuro da Amazônia

(Foto: Divulgação)

VITRINE CASTELLO

PORTAL CASTELLO | COM CARLA CASTELLO BRANCO

MARÍLIA COSTA: EMPREENDEDORISMO, LIDERANÇA FEMININA E O COMPROMISSO COM O FUTURO DA AMAZÔNIA

Empresária e CEO do Manati Lodge, Marília Costa compartilha sua trajetória, os desafios de empreender na região amazônica e visão sobre liderança, protagonismo feminino e sustentabilidade.

APRESENTAÇÃO — CARLA CASTELLO BRANCO

Olá amados,
Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da Vitrine Castello, o nosso espaço dedicado a histórias inspiradoras, trajetórias profissionais e pessoas que fazem a diferença.

Eu sou Carla Castello Branco e, nesta semana, tenho a satisfação de receber uma mulher cuja história se conecta diretamente com o empreendedorismo, a força feminina e o futuro da Amazônia.

Nossa convidada é Marília Costa, empresária, CEO do Manati Lodge e empreendedora que encontrou no turismo uma oportunidade de desenvolver negócios, valorizar a nossa região e defender um modelo de crescimento comprometido com a preservação ambiental.

Com mais de duas décadas de experiência no turismo, Marília construiu uma trajetória marcada por decisões importantes, desafios e aprendizados. Mas queremos conhecer também a mulher que existe por trás da empresária: escolhas, valores, inquietações e aquilo que ainda deseja realizar.

Prepare-se para uma conversa sobre coragem, propósito, liderança e o significado de construir um legado.

Marília, seja muito bem-vinda ao Vitrine Castello!

NA VITRINE — MARÍLIA COSTA

Foto: Divulgação

Quem é Marília Costa quando as câmeras se desligam? Quais valores e experiências pessoais ajudam a explicar a mulher que você se tornou?

    Quando as câmeras se desligam, existe uma Marília muito mais simples do que talvez as pessoas imaginem. Sou uma mulher de fé, mãe, esposa, alguém que ama a família, que tem seus momentos de fragilidade, que se emociona com pequenas coisas e que ainda está aprendendo muito sobre a vida.

    Tenho uma personalidade forte, sou determinada e bastante exigente comigo mesma. Mas também sou uma pessoa profundamente sensível ao que acontece ao meu redor. Acredito que essa combinação de força e sensibilidade me define muito.

    A vida me ensinou que não precisamos endurecer o coração para sermos fortes. Pelo contrário, é justamente nossa capacidade de sentir, de nos importar e de reconhecer nossas vulnerabilidades que nos torna mais humanos.

    Valorizo profundamente a honestidade, a lealdade, o respeito e a palavra dada. E, acima de tudo, acredito que ninguém constrói uma história verdadeiramente bonita sozinho.

    Hoje, mais do que ser reconhecida pelo que faço, quero ser lembrada pela maneira como trato as pessoas e pelo bem que consigo deixar por onde passo.

    Toda trajetória tem um ponto de partida. Qual foi o momento em que você percebeu que precisava construir seu próprio caminho e assumir o protagonismo da sua história?

      Acredito que esse despertar não aconteceu em um único momento. Foi um processo de amadurecimento, de perceber que eu precisava assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas e, principalmente, pelo futuro que desejava construir.

      Minha trajetória no turismo, que já ultrapassa duas décadas, foi determinante nesse processo. Aos poucos, compreendi que eu não queria simplesmente trabalhar em um setor ou administrar um empreendimento. Eu queria construir algo que carregasse minha identidade, meus valores e minha visão de mundo.

      Foi assim que o empreendedorismo ganhou um significado muito maior na minha vida.

      O Manati Lodge se tornou uma das expressões mais importantes desse propósito. Com ele, descobri que era possível empreender na Amazônia valorizando a floresta, as comunidades e a nossa cultura, sem abrir mão de uma visão empresarial ambiciosa.

      Em algum momento, entendi que não precisava esperar que alguém acreditasse nos meus sonhos para começar a realizá-los.

      Ser protagonista da própria história é compreender que, embora não possamos controlar todas as circunstâncias, podemos escolher como responder a elas.

      Olhando para trás, qual foi a decisão mais difícil que você tomou e que acabou sendo determinante para sua trajetória?

        Uma das decisões mais difíceis foi aprender a colocar princípios acima de resultados imediatos.

        Empreender na Amazônia exige conviver com situações que estão completamente fora do nosso controle. Durante períodos de secas severas, por exemplo, precisei tomar decisões muito duras, como suspender temporariamente operações do Manati Lodge, mesmo sabendo das consequências financeiras e dos impactos para toda a cadeia de pessoas envolvidas no negócio.

        Não é simples construir algo com tanto esforço e, diante de uma adversidade, precisar interromper as atividades para preservar a segurança das pessoas e a integridade da operação.

        Mas essas experiências fortaleceram uma convicção que carrego comigo: nenhum resultado financeiro justifica comprometer nossos valores.

        Aprendi que liderança não é demonstrar coragem apenas para avançar. Muitas vezes, a maior demonstração de coragem é saber a hora de parar, reorganizar e recomeçar.

        Existe uma versão de Marília que ficou pelo caminho para que a mulher de hoje pudesse existir? O que você precisou deixar para trás?

          Sem dúvida. E acredito que isso faz parte do amadurecimento de qualquer mulher.

          Existe uma Marília que acreditava que precisava dar conta de tudo, resolver todos os problemas, estar sempre disponível e, de alguma maneira, corresponder às expectativas de todos.

          Com o tempo, fui compreendendo que essa postura cobra um preço muito alto.

          Precisei aprender que estabelecer limites não é egoísmo, que dizer não também é uma forma de respeito e que não precisamos provar nosso valor o tempo inteiro.

          Também venho aprendendo a abandonar a ideia de que tudo precisa acontecer exatamente como planejei. Nem sempre é fácil, especialmente para alguém que gosta de acompanhar cada detalhe.

          Hoje, tento substituir a necessidade de controle pela confiança, e a autocobrança excessiva por mais consciência das minhas prioridades.

          Não considero que tenha deixado de ser aquela mulher. Prefiro pensar que a acolhi, reconheci seus esforços e permiti que ela evoluísse.

          A maturidade nos ensina que ser forte não significa carregar tudo sozinha.

          Qual foi o maior desafio que a vida profissional lhe apresentou e que ensinamento você carrega até hoje?

            Meu maior desafio talvez tenha sido aprender a construir e sustentar um negócio em um ambiente tão extraordinário quanto imprevisível como a Amazônia.

            Quem observa a beleza de um hotel de selva nem sempre imagina o que existe por trás daquela experiência: desafios logísticos, variações extremas no nível dos rios, formação de equipes, limitações de infraestrutura e a responsabilidade permanente de conciliar atividade econômica e preservação ambiental.

            Ao longo dos anos, aprendi que empreender não é apenas ter boas ideias. É ter capacidade de adaptação, disciplina e equilíbrio emocional para enfrentar aquilo que não estava no planejamento.

            E existe um ensinamento que considero fundamental: uma empresa não pode depender exclusivamente da força de quem a criou. É preciso desenvolver pessoas, construir processos e formar novas lideranças.

            Hoje, quero que o Manati seja muito mais do que um empreendimento de sucesso. Quero que seja uma referência na formação de profissionais e na construção de um modelo de hospitalidade verdadeiramente sustentável.

            O grande sucesso de um líder é construir algo que continue gerando valor mesmo quando ele não está presente.

            Empreender exige coragem, mas também estratégia. Na sua visão, o que diferencia uma pessoa que tem boas ideias de alguém que realmente consegue transformá-las em resultados?

              A capacidade de execução.

              O mundo está cheio de pessoas criativas, com ideias extraordinárias, mas existe uma distância enorme entre imaginar e realizar.

              Para mim, o que faz a diferença é a combinação de visão, disciplina, coragem para decidir e humildade para aprender.

              Uma boa ideia precisa encontrar um propósito, mas também precisa de planejamento, indicadores, pessoas competentes e sustentabilidade financeira. Não basta acreditar apaixonadamente em um projeto se não conseguimos criar as condições para que ele se mantenha de pé.

              Aprendi também que o empreendedor precisa saber revisar suas próprias convicções. Nem toda ideia que nos encanta será viável, e reconhecer isso não representa fracasso, mas inteligência empresarial.

              Sou apaixonada pelo que faço, mas cada vez mais procuro olhar meus negócios com objetividade.

              Sonhar é fundamental. Mas transformar sonhos em resultados exige método, consistência e disposição para fazer o que precisa ser feito, inclusive quando ninguém está olhando.

              Vivemos em uma época em que as redes sociais muitas vezes vendem uma imagem de sucesso instantâneo. O que as pessoas não enxergam por trás de uma trajetória profissional bem-sucedida?

                As pessoas enxergam a inauguração, a conquista, a viagem, o reconhecimento. Mas raramente enxergam as noites de preocupação, os investimentos que não deram o retorno esperado, as decisões difíceis e as inúmeras vezes em que foi necessário recomeçar.

                Existe uma romantização muito grande do empreendedorismo.

                Construir um negócio envolve riscos, renúncias, erros, responsabilidades e uma quantidade enorme de trabalho que simplesmente não aparece nas fotografias.

                Também existe algo que considero importante dizer: o sucesso não acontece de maneira linear. Há períodos de crescimento, de estagnação, de reconstrução e de profundas dúvidas.

                Eu mesma continuo aprendendo e revendo estratégias. O fato de ter construído uma trajetória não significa que eu tenha todas as respostas.

                Por isso, procuro não confundir visibilidade com realização.

                O verdadeiro sucesso não é parecer bem-sucedida diante dos outros. É conseguir olhar para a própria trajetória e reconhecer que aquilo que construímos tem consistência, significado e está alinhado com nossos valores.

                Qual é o maior erro que uma mulher pode cometer ao construir sua carreira ou seu próprio negócio?

                  Acredito que um dos maiores erros é permitir que outras pessoas definam até onde ela pode chegar.

                  Durante muito tempo, as mulheres foram condicionadas a buscar aprovação, evitar conflitos, diminuir suas ambições e até sentir culpa por desejar independência e reconhecimento.

                  E, muitas vezes, nós mesmas reproduzimos essas limitações sem perceber.

                  Outro erro importante é acreditar que precisamos ser indispensáveis em tudo. Isso nos leva à sobrecarga, dificulta a delegação e pode comprometer nossa capacidade de crescer.

                  Uma mulher não precisa reproduzir modelos masculinos de liderança para conquistar respeito. Podemos ser firmes sem perder a delicadeza, ambiciosas sem perder a generosidade e profissionais competentes sem abrir mão da nossa identidade.

                  Eu acredito muito na força de uma mulher que conhece seu valor, busca conhecimento e aprende a ocupar os espaços que deseja.

                  Não devemos pedir desculpas por nossos sonhos, mas precisamos assumir a responsabilidade de nos preparar para realizá-los.

                  Em um mercado cada vez mais competitivo, como construir uma marca pessoal forte sem perder a autenticidade?

                    Para mim, uma marca pessoal forte começa muito antes da comunicação. Ela começa naquilo que fazemos quando ninguém está nos observando.

                    A autenticidade é construída pela coerência entre o que pensamos, o que defendemos e a maneira como agimos.

                    Não acredito em construir uma imagem desconectada da realidade apenas para conquistar atenção.

                    No meu caso, a Amazônia, o turismo responsável e a preservação ambiental não são temas que escolhi porque estão em evidência. São causas profundamente relacionadas à minha história e ao trabalho que desenvolvo há muitos anos.

                    Quando falo sobre a importância de proteger a floresta, é porque vivencio diariamente o impacto das mudanças ambientais e sei o quanto essa preservação é fundamental para as comunidades e para a economia da região.

                    Acredito que uma marca pessoal precisa ter identidade, consistência e coragem para assumir posicionamentos.

                    A melhor estratégia de posicionamento é construir uma reputação que continue verdadeira mesmo quando as tendências mudarem.

                    Você acredita que competência profissional ainda é suficiente para garantir reconhecimento ou saber se posicionar tornou-se indispensável?

                      A competência é indispensável, mas, sozinha, nem sempre é suficiente.

                      Vivemos em uma sociedade em que comunicar bem aquilo que fazemos também é uma habilidade profissional.

                      Durante muito tempo, acreditou-se que bastava trabalhar bem para que o reconhecimento chegasse naturalmente. Hoje, sabemos que não funciona exatamente assim.

                      É necessário desenvolver relações, participar de espaços estratégicos, compartilhar conhecimento e comunicar com clareza o valor daquilo que construímos.

                      Isso é especialmente importante para as mulheres, que tantas vezes realizaram trabalhos extraordinários sem receber a devida visibilidade.

                      Mas faço uma distinção fundamental: posicionamento não é autopromoção vazia.

                      É ter clareza sobre quem somos, o que defendemos e qual contribuição desejamos oferecer à sociedade.

                      A competência sustenta a reputação. O posicionamento permite que ela seja reconhecida. Um não substitui o outro.

                      A mulher contemporânea é frequentemente cobrada para dar conta de tudo: carreira, família, relacionamentos e vida pessoal. Estamos avançando em autonomia ou apenas acumulando novas cobranças?

                        Acredito que estamos vivendo as duas coisas ao mesmo tempo.

                        Conquistamos espaços extraordinários. Hoje, as mulheres podem liderar empresas, construir patrimônio, tomar decisões e escolher caminhos que antes lhes eram negados.

                        Isso representa um avanço imenso.

                        Por outro lado, muitas vezes conquistamos novas responsabilidades sem que as antigas expectativas tenham sido revistas.

                        Continuamos sendo cobradas para exercer a maternidade de maneira impecável, cuidar da família, manter relacionamentos saudáveis, administrar a casa, ter uma carreira bem-sucedida e ainda encontrar tempo para cuidar de nós mesmas.

                        É uma conta que frequentemente não fecha.

                        Como mãe e empresária, conheço o desafio de conciliar diferentes dimensões da vida. E tenho aprendido que equilíbrio não significa dedicar a mesma quantidade de tempo a tudo, todos os dias. Significa compreender o que é prioritário em cada momento.

                        Precisamos avançar para uma sociedade em que a mulher tenha liberdade não apenas para conquistar, mas também para escolher, dividir responsabilidades e descansar sem culpa.

                        A verdadeira emancipação feminina não pode significar apenas o direito de fazer tudo. Precisa incluir o direito de não precisar fazer tudo sozinha.

                        Qual é o preço emocional de buscar o sucesso? Até que ponto vale a pena sacrificar a vida pessoal em nome de uma realização profissional?

                          O sucesso pode cobrar um preço emocional muito alto quando deixamos de perceber a diferença entre dedicação e autossacrifício.

                          Eu sou uma mulher apaixonada pelo trabalho. Gosto de criar, de realizar, de ver projetos nascerem e se desenvolverem. Mas também reconheço que essa intensidade pode nos fazer ultrapassar limites importantes.

                          Existem momentos em que a empresa parece exigir toda a nossa energia, e precisamos ter consciência de que a vida não pode se resumir ao trabalho.

                          Hoje, minha percepção de sucesso é muito mais ampla.

                          Quero construir negócios sólidos, gerar oportunidades e deixar uma contribuição importante para a Amazônia. Mas também quero estar presente na vida da minha filha, viver meu casamento, cultivar minha fé, cuidar da minha saúde e desfrutar das coisas simples que me fazem feliz.

                          Não acredito em uma fórmula perfeita de equilíbrio. Acredito em escolhas conscientes.

                          De que adianta conquistar o mundo profissionalmente e não ter tempo, saúde ou paz para desfrutar daquilo que construímos?

                          O sucesso precisa caber dentro de uma vida que valha a pena ser vivida.

                          Se você pudesse conversar com a Marília do início da trajetória, que conselho daria a ela que talvez tivesse mudado algumas decisões?

                            Eu diria: confie mais em você, mas não tenha medo de pedir ajuda.

                            Diria também para não desperdiçar tanta energia tentando controlar tudo ou antecipar problemas que talvez nunca aconteçam.

                            Certamente aconselharia aquela Marília a desenvolver mais cedo a capacidade de delegar, estruturar processos e compreender que uma empresa saudável precisa de uma equipe forte, não de uma pessoa sobrecarregada.

                            Mas existe algo que eu não mudaria: a coragem de acreditar em projetos que, muitas vezes, pareciam grandes demais para a realidade à minha volta.

                            Hoje, percebo que muitos dos desafios que enfrentei foram justamente os responsáveis por desenvolver minha capacidade de liderança.

                            Por isso, talvez o conselho mais importante fosse:

                            Não tenha tanta pressa de chegar. Aprenda a apreciar a caminhada.

                            Porque a vida não acontece apenas quando conquistamos nossos objetivos. Ela acontece também durante os processos, nas relações que construímos e nas pequenas vitórias que, por estarmos sempre olhando para a frente, às vezes deixamos de celebrar.

                            Que transformações você gostaria de provocar na sociedade por meio do seu trabalho, da sua atuação e da sua influência?

                              Eu gostaria de contribuir para uma mudança profunda na maneira como as pessoas enxergam a Amazônia.

                              Durante muito tempo, nossa região foi observada principalmente por suas riquezas naturais, muitas vezes sob uma perspectiva de exploração econômica.

                              Quero ajudar a fortalecer uma visão diferente: a de que a floresta em pé tem valor, gera oportunidades e pode ser a base de um modelo de desenvolvimento mais inteligente, justo e sustentável.

                              Acredito profundamente no turismo como instrumento de transformação. Quando bem planejado, ele pode gerar renda para as comunidades, valorizar saberes tradicionais, promover educação ambiental e despertar nas pessoas um sentimento genuíno de responsabilidade pela conservação.

                              Costumo defender que as pessoas só protegem aquilo que aprendem a amar, e só conseguem amar verdadeiramente aquilo que conhecem.

                              Mas também desejo provocar transformações no próprio setor empresarial.

                              Quero demonstrar que sustentabilidade não deve ser tratada como um departamento ou um discurso de marketing. Ela precisa fazer parte da cultura, das decisões e da identidade dos negócios.

                              Meu sonho é contribuir para que o Manati seja reconhecido não apenas como um empreendimento turístico, mas como uma verdadeira escola de sustentabilidade e hospitalidade na Amazônia.

                              Quero mostrar que preservar a floresta e desenvolver economicamente a região não precisam ser objetivos opostos. Podem, e devem, caminhar juntos.

                              Para encerrar: qual legado você deseja deixar? Quando alguém ouvir o nome Marília Costa daqui a 20 anos, o que gostaria que essa pessoa lembrasse?

                                Eu gostaria que as pessoas se lembrassem de uma mulher que teve coragem de transformar suas convicções em atitudes.

                                Uma mulher que acreditou na Amazônia, no potencial da sua gente e na possibilidade de construir negócios que fossem economicamente viáveis, socialmente responsáveis e ambientalmente comprometidos.

                                Mas, acima dos empreendimentos, dos reconhecimentos e das conquistas profissionais, quero deixar um legado humano.

                                Gostaria de saber que contribuí para formar pessoas, despertar consciências e abrir caminhos para que outros também pudessem realizar seus sonhos.

                                Quero que minha filha tenha orgulho não apenas daquilo que construí, mas principalmente dos valores que orientaram minhas escolhas.

                                E, se daqui a vinte anos alguém associar meu nome à defesa da floresta, à valorização das pessoas e a uma maneira mais consciente de empreender, sentirei que minha caminhada teve um significado muito especial.

                                Não tenho a pretensão de mudar o mundo sozinha. Mas acredito que cada um de nós tem a responsabilidade de transformar positivamente a realidade que está ao seu alcance.

                                Se eu conseguir inspirar outras pessoas a compreender que é possível prosperar sem destruir, liderar sem desumanizar e crescer sem perder a essência, esse será, para mim, o legado mais bonito que poderei deixar.

                                ENCERRAMENTO — CARLA CASTELLO BRANCO

                                Sinto-me privilegiada com esta entrevista: uma reflexão importante. Desenvolver a Amazônia também significa acreditar nas pessoas, valorizar nossa identidade e construir oportunidades sem abrir mão da preservação daquilo que temos de mais precioso.

                                A você que nos acompanhou, muito obrigada pela companhia!

                                Eu sou Carla Castello Branco e este foi mais um Vitrine Castello, no Portal Castello.

                                Continue acompanhando nossas entrevistas e histórias inspiradoras.Domingo, (08/11) às 20h, Brasília nos encontramos no YouTube do Portal Castello.

                                Vitrine Castello. Pessoas que inspiram. Marcas que crescem. Negócios que transformam.

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