Moradores de Limoges, no sudoeste da França, encontraram neste domingo (18) os destroços da prefeitura municipal após um incêndio provocado durante uma onda de protestos no país. O edifício histórico, construído no século 19 e inaugurado em 1883, foi atacado por um grupo de pessoas mascaradas.
Inspirada na prefeitura de Paris, a construção em estilo neorrenascentista era um monumento tombado e havia atravessado duas guerras mundiais. A torre central do relógio, um dos destaques arquitetônicos do prédio, alcançava 43 metros de altura.
Segundo o prefeito de Limoges, Guillaume Guerin, a polícia local foi rapidamente dominada por uma multidão de centenas de pessoas durante o ataque. Em declaração a jornalistas, ele criticou o que classificou como planejamento prévio da ação.
“A logística, a organização e a premeditação por trás do ataque de ontem à prefeitura é algo que considero insuportável”, afirmou Guerin.
O prefeito, ligado à centro-direita, também questionou a falta de efetivo policial para proteger o prédio histórico. Segundo ele, parte das forças de segurança nacionais havia sido deslocada para atuar na contenção dos protestos nas ruas.
Prefeito cobra recursos para reconstrução
Em entrevista à agência Reuters, Guerin afirmou que pode renunciar ao cargo caso a cidade não receba € 1 milhão, valor estimado para reparar os danos causados pelo incêndio. A quantia equivale a cerca de R$ 5,69 milhões.
O ataque ocorreu em meio a uma onda de manifestações que tem atingido a França. As circunstâncias do incêndio e a extensão dos danos ao patrimônio histórico são pontos centrais para a apuração do caso.
