Professores da rede municipal de Manaus suspenderam as atividades nesta quarta-feira (24) e protestaram em frente à Câmara Municipal contra o Projeto de Lei que propõe a Reforma da Manausprev. A principal crítica é o aumento da idade mínima para aposentadoria.
Durante o ato, os profissionais da educação cobraram o arquivamento do projeto. Além da paralisação nas escolas, a categoria também aprovou um indicativo de greve.
A proposta de reforma impacta cerca de 35 mil servidores públicos, ao estabelecer que homens só poderão se aposentar aos 65 anos e mulheres aos 62. O texto ainda prevê um tempo mínimo de 25 anos de contribuição, sendo pelo menos 10 no serviço público e 5 no cargo atual.
As novas regras aplicam-se aos servidores que ingressaram no serviço público após 31 de dezembro de 2003, sendo que os professores homens se aposentarão aos 60 anos e as mulheres aos 57 anos. Atualmente, professores se aposentam com 25 anos de contribuição e idade mínima de 55 anos para homens e 50 anos para mulheres.
Os professores contestam alegação da Prefeitura de Manaus sobre déficit nas contas do Município, além do aumento do tempo de trabalho, alegando que desconsidera o desgaste físico e emocional da categoria, além de representar retrocesso nos direitos.
