A queda na cobertura vacinal infantil e a circulação de informações falsas sobre imunização têm aumentado a preocupação de especialistas com o retorno de doenças que já foram controladas ou eliminadas no Brasil.
Para orientar pais e responsáveis, o Ministério da Saúde mantém o Calendário Nacional de Vacinação 2026, que reúne as vacinas indicadas para crianças desde o nascimento até os 9 anos, 11 meses e 29 dias. As recomendações são organizadas de acordo com a idade e incluem doses e reforços necessários ao longo da infância.
O pediatra e infectologista Renato Kfouri explica que o controle de determinadas doenças é resultado direto da vacinação e pode ser comprometido quando menos pessoas procuram os serviços de saúde para imunizar as crianças.
“O fato de algumas doenças terem deixado de fazer parte do cotidiano de muitas famílias é justamente resultado do sucesso da vacinação. Quando a cobertura cai, porém, doenças que estavam controladas podem voltar a circular”, afirma o especialista.
Vacinação também protege a comunidade
Além da proteção individual, a vacinação contribui para diminuir a circulação de vírus e bactérias e ajuda a proteger pessoas que não podem ser imunizadas ou que são mais vulneráveis a determinadas doenças.
Entre as dúvidas que ainda circulam estão afirmações de que muitas vacinas poderiam sobrecarregar o sistema imunológico das crianças. Especialistas, porém, reforçam que a vacinação é uma das principais estratégias para prevenir doenças graves durante a infância.
Por isso, pais e responsáveis devem acompanhar a situação vacinal das crianças e procurar uma unidade de saúde caso haja dúvidas sobre doses atrasadas, reforços ou atualização do calendário.
A seguir, confira o Calendário Nacional de Vacinação 2026 completo e veja quais vacinas a criança deve tomar em cada idade.
