Brasil – 16/03/2026 – Entrou em vigor neste sábado (14) o reajuste de 11,6%, equivalente a R$ 0,38 por litro, no preço do diesel A nas refinarias da Petrobras. O aumento foi anunciado pela estatal um dia após o governo federal divulgar um pacote de medidas para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pela guerra no Irã.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o impacto final do reajuste para o consumidor deve ser de R$ 0,06 por litro, em razão das medidas adotadas pelo governo federal.
“Caso não houvesse a política do governo, a Petrobras teria elevado os preços em R$ 0,70”, explicou.
Com o pacote anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país passará a subsidiar R$ 0,32 por litro do diesel para empresas que aderirem à iniciativa. Os critérios ainda serão definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Preço já havia subido antes do reajuste
Apesar de o aumento começar a valer oficialmente neste sábado, os preços do diesel já haviam subido nas bombas ao longo da semana. Levantamento da ANP aponta que o diesel ficou, em média, R$ 0,72 mais caro em relação à semana anterior.
O valor médio do diesel passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. Já o diesel S10 subiu de R$ 6,15 para R$ 6,89, um aumento de R$ 0,74. A gasolina registrou alta de R$ 0,16, passando de R$ 6,30 para R$ 6,46, enquanto o etanol subiu R$ 0,03, de R$ 4,61 para R$ 4,64.
Petróleo em alta e defasagem de preços
A cotação do petróleo disparou nas últimas semanas após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, dando início a um conflito que se espalhou pela região. Na segunda-feira (9), o barril do tipo Brent atingiu o maior valor desde meados de 2022, chegando a US$ 119,50, e fechou a semana cotado a US$ 203.
Especialistas afirmam que, mesmo com o reajuste anunciado, a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os valores internacionais ainda persiste.
“Esse reajuste de 38 centavos nem sequer chega perto de resolver o problema da defasagem de preços existente entre os preços internacionais e o preço da Petrobras”, afirmou Eduardo Oliveira de Melo, sócio-diretor da Raion Consultoria.
Como cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, uma menor defasagem é considerada essencial para distribuidores e importadores, que demonstram receio de vender o produto aos preços atuais e precisar recomprá-lo posteriormente por valores mais elevados.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Em Tempo
