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Silves e Itapiranga temem ações do MPF e paralisação de atividades econômicas nas regiões

Exploração de gás natural no Complexo do Azulão, realizada pela empresa Eneva, representa um investimento de R$6 bilhões.

Foto: Reprodução

A possibilidade de paralisação das atividades de exploração de gás natural no Complexo do Azulão, localizado entre os municípios de Silves e Itapiranga, no Amazonas, paira como uma sombra sobre a região. A ameaça de interdição, defendida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), baseada na alegação da presença de indígenas isolados na área, tem gerado grande apreensão e mobilizado a população local.

A exploração de gás natural no Complexo do Azulão, realizada pela empresa Eneva, representa um investimento de R$ 6 bilhões e é fundamental para a economia da região. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos, além de garantir a arrecadação de impostos para os municípios. A paralisação das operações traria consequências devastadoras para a economia local, levando ao desemprego em massa, à desativação de serviços públicos e à volta da pobreza.

Impactos além de Silves e Itapiranga

Os impactos da interdição não se limitariam aos municípios diretamente envolvidos. O abastecimento de energia elétrica em Roraima, que depende em 70% do gás natural produzido na região, seria severamente comprometido. A interrupção do fornecimento de gás natural para a usina termelétrica de Boa Vista causaria um apagão generalizado no estado, com consequências drásticas para a população e para a economia local.

A controvérsia sobre a presença de indígenas isolados

A alegação da presença de indígenas isolados na região do Igarapé do Caribi, baseada em relatos de ONGs e em uma fotografia cuja autenticidade é questionada por peritos, tem sido utilizada como justificativa para a proposta de interdição. No entanto, uma expedição realizada pela Funai não encontrou evidências concretas da presença desses povos na área, levantando dúvidas sobre a veracidade das informações.

A voz da população

A população de Silves e Itapiranga tem se manifestado de forma contundente contra a possibilidade de interdição. Em uma sessão da Câmara Municipal de Silves, moradores, comerciantes e autoridades locais expressaram sua preocupação com as consequências socioeconômicas da medida. A ameaça de perder seus empregos, de ver a cidade se transformar em uma “cidade fantasma” e de retornar à pobreza tem gerado grande angústia na população.

A incerteza sobre o futuro da exploração de gás natural na região tem gerado um clima de instabilidade e insegurança. A população local teme que a decisão de interditar a área seja tomada sem levar em consideração os impactos sociais e econômicos que essa medida traria.

*Fonte: AM POST

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