Caracas, Venezuela (28/06/2026) – O número de vítimas fatais confirmadas em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.450. O balanço atualizado foi divulgado na tarde deste domingo (28) pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, em pronunciamento televisionado.
Os tremores, considerados os mais intensos registrados no país em mais de um século, deixaram um rastro de destruição massiva na região norte. Segundo os dados oficiais, a tragédia já contabiliza 3.150 pessoas feridas. Na infraestrutura, 774 prédios foram gravemente danificados, dos quais 189 desabaram por completo.
Cenário crítico e corrida contra o tempo
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas sob as estruturas colapsadas. A cidade litorânea de La Guaira foi o epicentro da destruição, que também afetou severamente a capital Caracas e a região de Maiquetía. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado por tempo indeterminado devido aos danos.
Especialistas alertam que a janela de tempo crítica de 48 a 72 horas para encontrar sobreviventes já expirou, o que reduz drasticamente as chances de resgate com vida, embora o trabalho nos escombros siga de forma ininterrupta. Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que até 6,8 milhões de pessoas tenham sido diretamente afetadas pelo desastre em todo o território venezuelano.
Mobilização e ajuda humanitária internacional
Para tentar acelerar as buscas, uma grande força-tarefa internacional foi montada. O Ministério das Relações Exteriores informou que a Venezuela já recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 socorristas estrangeiros. Outras dezenas de voos com suporte humanitário são esperadas nas próximas horas.
O Brasil integra o esforço internacional de apoio com o envio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), que desembarcou em solo venezuelano transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para estruturas colapsadas. Paralelamente, o governo local mobilizou um contingente de 14.000 militares e policiais para atuar na segurança e na logística humanitária em La Guaira.
Fonte: g1 / AP Photo
