O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar o succinato de tafenoquina para o tratamento da malária na rede pública. O medicamento pode ser administrado em dose única, diferente dos tratamentos tradicionais, que podem exigir remédios por vários dias.
A tafenoquina é utilizada junto com a cloroquina e atua contra o Plasmodium vivax, espécie do parasita mais comum nos casos de malária no Brasil. O protozoário pode permanecer no fígado em uma forma latente e voltar a se multiplicar posteriormente, provocando novas crises da doença.
Por ser administrado em dose única, sob prescrição e acompanhamento médico, o medicamento também pode ajudar a evitar a interrupção do tratamento antes do período recomendado.
Quem pode usar?
A indicação depende de avaliação médica e dos critérios definidos pelo Ministério da Saúde. O medicamento é destinado a adultos e adolescentes a partir de 16 anos, respeitando os critérios de peso e as condições clínicas do paciente. O uso também vem sendo ampliado para faixas etárias pediátricas específicas.
Antes da administração, é necessário realizar o teste de G6PD, exame de sangue que verifica a presença da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase. O teste é importante para avaliar se o medicamento pode ser utilizado com segurança.
A tafenoquina é oferecida gratuitamente pelo SUS, inclusive em municípios da Região Amazônica, área que concentra grande parte dos casos de malária no país.
A incorporação do medicamento busca facilitar a adesão ao tratamento e reduzir as chances de recaída, contribuindo para o controle e a eliminação da transmissão da doença.
