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Tensão no transporte: Caminhoneiros prometem parar o país caso Senado não vote MP do Frete

Categoria dá ultimato até 16 de julho e responsabiliza o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, por eventual paralisação nacional

REUTERS/Roosevelt Cassio

Brasília, DF (09/07/2026) – Representantes dos caminhoneiros ameaçam deflagrar uma greve nacional caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que reforça a política de pisos mínimos do frete rodoviário, não seja votada até o dia 16 de julho. O texto aguarda apreciação no plenário do Senado Federal, sob o comando do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Pressão sobre Alcolumbre

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, declarou que a categoria está indignada com a demora na tramitação. Segundo o líder da entidade, os caminhoneiros responsabilizarão diretamente o senador por uma eventual paralisação caso a MP perca a sua validade.

Em vídeo divulgado, Landim fez um apelo em tom de ultimato ao presidente do Senado:

“Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome.”

O que prevê a Medida Provisória

Editada pelo governo federal em março deste ano, a MP 1.343/2026 tem como objetivo principal garantir o cumprimento da tabela de fretes. Entre as principais determinações do texto, destacam-se:

  • A obrigatoriedade do registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

  • A criação de mecanismos de punição para empresas e transportadores que contratarem serviços com valores abaixo do piso estipulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para os representantes do setor, essas regras são fundamentais para ampliar a fiscalização e inibir práticas abusivas no mercado de transporte de cargas.

Risco de retrocesso e prejuízos

Wallace Landim argumenta que a caducidade da medida provisória representaria um grave retrocesso, tirando a segurança e a autonomia financeira dos profissionais. Segundo o dirigente, a MP é necessária “para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, porque muitos transportadores estão sem conseguir trabalhar”.

Sem a aprovação das novas regras, a categoria teme o aumento nas ofertas de fretes abaixo do piso, o que pressiona a renda dos motoristas e estimula novas mobilizações pelo país. A decisão de pautar a matéria está nas mãos de Alcolumbre e será determinante para evitar que a promessa de greve se concretize nos próximos dias.

Fonte: BAND.com

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