Bangkok (Tailândia), 16/05/2026 – Uma colisão catastrófica entre um trem de carga e um ônibus de passageiros resultou em oito mortes e deixou pelo menos 35 pessoas feridas na manhã deste sábado (16/05), em Bangkok. O impacto foi seguido por uma forte explosão que gerou chamas intensas, atingindo o coletivo e outros veículos que aguardavam a abertura da via nas proximidades da estação Makkasan.
O Acidente e a Explosão
Relatórios preliminares indicam que o ônibus avançou e acabou parando em cima dos trilhos devido a um sinal vermelho à frente, o que impediu o fechamento total das barreiras de segurança da passagem em nível. Imagens de monitoramento que circulam na internet mostram o momento exato em que a composição férrea atinge em cheio a parte dianteira do ônibus, arrastando-o pela linha ferroviária.
O impacto severo também esmagou e arremessou motocicletas e carros que estavam no entorno. O vice-ministro dos Transportes da Tailândia, Siripong Angkasakulkiat, confirmou que todos os óbitos ocorreram de passageiros que ficaram presos dentro do coletivo.
Críticas à Infraestrutura
A área central onde ocorreu o desastre é conhecida pelo intenso fluxo de pedestres e motoristas por fazer a ligação direta com a linha que atende ao aeroporto local. O evento trágico reacendeu o debate entre especialistas sobre as condições do sistema ferroviário do país, frequentemente classificado como obsoleto e sem tecnologias modernas de frenagem automática em cruzamentos urbanos.
Este cenário de insegurança ocorre poucos meses após um acidente em janeiro, quando um guindaste de obras desabou sobre um trem de passageiros na mesma região metropolitana, deixando 28 mortos.
Trabalho de Resgate
Equipes do corpo de bombeiros e socorristas conseguiram conter o incêndio após horas de combate ao fogo. Os trabalhos no local continuam concentrados no resfriamento das ferragens e na busca por novas vítimas em potencial entre os destroços. As investigações oficiais foram abertas para apurar as responsabilidades do condutor do ônibus e a eficiência da sinalização local.
Fontes: g1 Internacional / Al Jazeera / AP
