São Paulo (Brasil), 23/01/2026 – Um banco de dados contendo 149 milhões de nomes de usuário e senhas – incluindo 48 milhões do Gmail, 17 milhões do Facebook, 4 milhões do Yahoo, 3,4 milhões da Netflix e 420 mil da plataforma de criptomoedas Binance – ficou exposto na internet e só foi retirado do ar após denúncia.
A descoberta foi feita pelo analista de segurança Jeremiah Fowler, que identificou o banco de dados hospedado em um servidor comercial. Sem conseguir determinar quem era o responsável pela coleta ou operação das informações, Fowler notificou o provedor de hospedagem, que acabou removendo o conteúdo por violação dos termos de serviço.
Credenciais sensíveis
Reportagem da Wired relata que, além de credenciais de e-mail e redes sociais, o analista identificou logins de sistemas governamentais de vários países, bem como acessos a bancos de varejo, cartões de crédito e serviços de streaming.
A suspeita é que o banco de dados tenha sido montado a partir de malwares do tipo infostealer, que infectam dispositivos e usam técnicas como keylogging para registrar informações digitadas pelas vítimas em sites.
“Isso é como uma lista de desejos dos sonhos para criminosos, porque há muitos tipos diferentes de credenciais”, disse Fowler à Wired. “Um infostealer faz todo sentido. O banco de dados estava em um formato feito para indexar grandes volumes de registros, como se quem o montou esperasse coletar muitos dados. E havia inúmeros logins governamentais de muitos países diferentes.”
Ele acrescentou: “O sistema parecia classificar automaticamente cada registro com um identificador único, sem repetições, o que dava a impressão de que os dados eram organizados automaticamente à medida que eram coletados, para facilitar as buscas.”
Uso criminoso provável
A Wired destaca que, embora Fowler não tenha conseguido determinar quem era o dono das informações nem como estavam sendo usadas, é provável que os dados estivessem sendo consultados por clientes do cibercrime, que pagam por subconjuntos de informações conforme os golpes que pretendem aplicar.
Fonte: Época NEGÓCIOS
