Manaus (AM), 29/04/2026 – Um ônibus do transporte coletivo ficou preso em uma cratera que se abriu na Avenida Constantino Nery, uma das principais vias de Manaus, na manhã desta quarta-feira (29). O asfalto cedeu no trecho em frente ao Terminal de Integração 1 (T1), no sentido bairro/Centro, em uma área que já apresentava problemas estruturais e estava parcialmente sinalizada.
De acordo com testemunhas, o local já possuía um buraco sinalizado com fitas, do qual outros motoristas vinham desviando. No entanto, ao passar pelo trecho, o asfalto não suportou o peso do ônibus, resultando na abertura de uma segunda cratera que “engoliu” uma das rodas do veículo, deixando-o inclinado na pista.
Apesar do susto, não houve registro de feridos. Os passageiros precisaram abandonar o ônibus às pressas devido ao risco de o desmoronamento aumentar.
Causa do incidente e responsabilidades
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que uma vistoria técnica preliminar identificou que o afundamento da pista foi provocado pelo desgaste na tubulação da rede de esgoto. A pasta atribuiu a responsabilidade pela manutenção à concessionária Águas de Manaus. A área, segundo a prefeitura, já havia recebido sinalização na noite anterior ao acidente.
A Seminf destacou que está monitorando os trabalhos de reparo realizados pela concessionária e que poderá atuar em conjunto na recuperação da via para garantir a segurança dos usuários.
Interdições e mudanças no trânsito
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) interditou temporariamente o trecho afetado para a execução das obras emergenciais. A interdição causou mudanças imediatas nos itinerários do transporte público: ônibus articulados deixaram de acessar o T1, seguindo por rotas alternativas, enquanto os demais veículos foram desviados para ruas adjacentes.
Agentes de trânsito foram deslocados para a região para orientar os motoristas e organizar o fluxo, que apresenta retenções. A prefeitura reforça que a medida é necessária para a segurança viária e para que a manutenção seja concluída com o menor impacto possível à operação do sistema de transporte.
Fonte: Em Tempo
