São Paulo (SP), 30/05/2026 – A Polícia Civil de São Paulo prendeu, no Centro da capital paulista, uma empresária suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com as mãos e os pés. As agressões eram gravadas e o material de sadismo era comercializado na internet.
Dinâmica do crime
Segundo as investigações, a mulher, identificada como Daiana Schuinsekel de Almeida, mantinha uma produtora focada em zoosadismo. Ela vendia os vídeos em plataformas semelhantes ao Discord para usuários localizados em países da Europa. Os arquivos digitais custavam entre 20 e 50 euros, variando de acordo com o conteúdo.
A suspeita utilizava os próprios pés e sapatos para matar animais de pequeno porte, como coelhos, pintinhos e gatos. A identificação da autora foi possível graças ao reconhecimento de tatuagens e marcas corporais específicas nas pernas dela que apareciam nas filmagens. Na casa da investigada, a polícia apreendeu os calçados usados nos vídeos como prova dos crimes.
Investigação e denúncia
O caso veio à tona depois que uma ONG da Bulgária teve acesso aos vídeos e formalizou uma denúncia junto à Polícia Federal brasileira. O material foi então repassado à Polícia Civil de São Paulo, e a investigação passou a ser conduzida por agentes da Delegacia de Crimes contra os Animais, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
A empresária deverá responder judicialmente pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência. A polícia ainda apura há quanto tempo a prática ocorria e o volume exato de vídeos comercializados.
Posicionamento da defesa
A advogada Camila Almeida Guilherme, responsável pela defesa de Daiana, informou em nota que a cliente tem colaborado de forma irrestrita com a polícia, liberando o acesso aos seus aparelhos eletrônicos e redes sociais.
A defesa argumentou ainda que os fatos não são recentes e que a empresária abandonou a prática há anos, demonstrando “arrependimento profundo”. A advogada também pediu parcimônia nos comentários de redes sociais, lembrando que injúrias, difamações e ameaças contra a cliente também configuram crimes. Segundo a nota, a investigada busca auxílio psicológico enquanto aguarda o andamento do processo judicial para o cumprimento da devida pena.
Fonte: TV Globo / g1 SP / Patrícia Marques e Rodrigo Rodrigues



