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VÍDEO: Grávida dá à luz em banheiro de maternidade após negligência no atendimento em Manaus

Acompanhantes denunciam que equipe do Instituto da Mulher Dona Lindu recusou internação alegando falta de dilatação e de leitos; bebê nasceu no chão do sanitário

Reprodução

Manaus (AM), 17/05/2026 – Uma grave denúncia de violência obstétrica e omissão de socorro chocou familiares e usuários do Instituto da Mulher Dona Lindu, localizado na Zona Sul da capital amazonense. Na madrugada deste domingo (17/05), por volta de 1h, uma gestante em avançado trabalho de parto acabou dando à luz no chão do banheiro da recepção da unidade após ter o atendimento médico postergado.

Negativa de Internação

De acordo com os relatos da mãe da paciente, a jovem deu entrada na maternidade queixando-se de fortes contrações e dores intensas. Após uma avaliação preliminar, a equipe de plantão teria informado que ela ainda não apresentava os centímetros de dilatação necessários para a internação, orientando-a a aguardar na sala de espera.

A gestante permaneceu na recepção sofrendo com a evolução das dores até que, ao se dirigir ao banheiro do local, entrou em período expulsivo e o bebê nasceu no ambiente inadequado. O pai da criança gravou vídeos logo após o ocorrido e expressou revolta com as justificativas dadas pela administração da unidade de saúde.

“Meu filho nasceu no banheiro, igual a um bicho. Falaram que não tinha leito para a minha mulher. Ela estava desesperada, chorando, e negaram atendimento para ela”, desabafou o pai em tom de protesto nas redes sociais.

Cobrança por Explicações

Vídeos compartilhados na internet mostram a movimentação e o desespero de outros pacientes que tentavam ajudar a mãe e o recém-nascido antes que a equipe de enfermagem se deslocasse até o sanitário para realizar os procedimentos de corte do cordão umbilical e remoção para a ala interna.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) foi formalmente procurada para se posicionar sobre a conduta dos profissionais de plantão, a alegação de falta de leitos e a abertura de sindicância para apurar as responsabilidades do caso. Até o momento do fechamento desta edição, o órgão estadual não havia enviado resposta oficial.

Fonte: Portal Em Tempo / Denúncia de Familiares

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