Manaus, AM (26/06/2026) – Um novo vídeo mostra uma discussão acalorada entre o funcionário Rafael Souza Santos, de 24 anos, e o morador Eduardo Henrique Nobre Klem, de 54 anos, um dia antes do homicídio registrado no Residencial Conjunto Tocantins, na zona centro-sul de Manaus.
Nas imagens, Rafael aparece discutindo com o suspeito e, em determinado momento, faz ameaças, afirmando que iria “encher de facadas” Eduardo. O vídeo reforça que os desentendimentos entre os dois já ocorriam antes do crime e deverá integrar o conjunto de provas analisado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Apresentação e depoimento
Eduardo Henrique Nobre Klem se apresentou espontaneamente à DEHS nesta sexta-feira (26) e alegou que matou Rafael por acreditar que seria atacado. Segundo o delegado Fábio Silva, o suspeito afirmou que vinha sendo ameaçado pela vítima e, por medo, passou a andar armado com uma faca.
“Ele disse que foi ameaçado pela vítima e, naquela situação, acreditou que seria atacado. Foi quando desferiu a facada”, explicou o delegado.
De acordo com a polícia, Eduardo chegou à delegacia descalço, sujo e debilitado após passar dias escondido em uma área de mata. Ele demonstrou arrependimento, chorou durante o depoimento e precisou se alimentar antes de ser ouvido pelos investigadores. O suspeito também declarou ser usuário de drogas e afirmou que os conflitos eram frequentes no condomínio. Segundo ele, a arma utilizada no crime foi jogada em um igarapé, onde a polícia poderá realizar buscas.
O crime e as investigações
O homicídio ocorreu na última quarta-feira (24). Rafael Souza Santos, conhecido como “Cajuzinho” e integrante da equipe de manutenção do condomínio, foi atingido por golpes de faca durante a discussão. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
Após prestar depoimento, Eduardo foi encaminhado para audiência de custódia. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando imagens para esclarecer se o caso foi motivado por legítima defesa, como sustenta o investigado, ou se houve homicídio doloso.
Fonte: EM TEMPO
