São Paulo (SP), 17/05/2026 – A votação do projeto de lei que define o reajuste salarial dos servidores públicos municipais de São Paulo provocou um forte bate-boca e terminou com os trabalhos suspensos na Câmara Municipal paulistana. O vereador Lucas Pavanato (PL-SP) causou tumulto no plenário ao direcionar ofensas e xingamentos aos professores da rede pública que acompanhavam a sessão e realizavam paralisação.
O Impasse e as Ofensas
O tumulto teve início durante os debates do projeto encaminhado pelo Executivo. Ao defender o posicionamento favorável à proposta e criticar os servidores em greve, Pavanato disparou contra a galeria do plenário. “Quem faz greve e não trabalha é vagabundo. Se a carapuça serviu, o problema é de vocês”, declarou o parlamentar da bancada governista.
A declaração gerou revolta imediata na oposição. A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) rebateu o discurso do colega de parlamento, afirmando que ele “nunca trabalhou na vida”. Na sequência, Pavanato estendeu a ofensa diretamente à parlamentar, chamando-a de “vagabunda”. Devido à falta de condições para prosseguir com os discursos, a presidência da Mesa Diretora decidiu suspender momentaneamente as atividades da Casa.
O Projeto Aprovado
Mesmo diante do clima acalorado e dos protestos das bancadas do PT e do PSOL — que classificaram o texto como um “desrespeito” ao funcionalismo —, a matéria acabou aprovada em definitivo por 35 votos favoráveis contra 16 contrários.
O texto aprovado estabelece o seguinte cronograma de reajuste:
-
Maio de 2026: Aplicação de um índice de 2% sobre os vencimentos atuais.
-
Maio de 2027: Acréscimo complementar de 1,48%.
A proposta seguiu para a mesa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para sanção ou veto das emendas modificativas.
Fonte: Rede Câmara SP / Redação BNews
