Teerã (Irã) – 28/02/2026 – Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em ao menos outras quatro cidades iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, segundo informações divulgadas por autoridades e agências de notícias.
Israel afirmou que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian teriam sido alvos dos ataques, mas o resultado da ação ainda não estava claro. A Reuters informou, com base em fontes, que Khamenei não estaria em Teerã; a agência estatal iraniana IRNA declarou que Pezeshkian está em segurança.
Com a escalada, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. O espaço aéreo iraniano foi fechado, e o Aeroporto Internacional de El Alto? (não relacionado) — não aplicável; neste caso, o fechamento citado foi do espaço aéreo do Irã e impactos em rotas regionais.
O que se sabe sobre o ataque a partir do Irã
Segundo o g1, mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações associadas ao líder supremo em Teerã. A agência iraniana Fars relatou explosões também em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
Ainda de acordo com informações veiculadas por agências iranianas, 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã teriam morrido durante o ataque. O Exército israelense afirmou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
Retaliação do Irã e efeitos regionais
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra território israelense, acionando sirenes de alerta. Explosões e alertas também foram relatados em países do Golfo e do entorno — como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos — que abrigam bases norte-americanas, com ativação de sistemas antimísseis.
Os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado mísseis e relataram uma morte em Abu Dhabi; testemunhas citaram explosão em Dubai. Também houve relato, atribuído à Reuters, de quatro mortos na Síria após míssil iraniano atingir um prédio.
Declarações de Trump, Netanyahu e governo iraniano
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o objetivo da operação é destruir o programa nuclear do Irã e proteger os norte-americanos de ameaças. Segundo o g1, militares dos EUA afirmaram que a ação pode durar dias, e o Pentágono classificou a operação como “fúria épica”. Trump também instou a população iraniana a pressionar pela queda do regime e pediu rendição de militares.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação busca “eliminar a ameaça existencial” representada pelo Irã e disse que a ação criaria condições para que o povo iraniano “tome as responsabilidades do seu destino”.
Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o ataque como “agressão militar criminosa”, pediu providências à ONU e afirmou que as Forças Armadas iranianas responderão “com firmeza”.
Tensão EUA–Irã e contexto das negociações
A última reunião entre EUA e Irã para discutir o programa nuclear ocorreu na quinta-feira (26), em Genebra. Havia expectativa de novo encontro na segunda-feira (2). Segundo o g1, os EUA exigiam interrupção do enriquecimento de urânio; o Irã dizia ter fins pacíficos e indicava aceitar limitar o programa e reduzir o nível de enriquecimento em troca do fim de sanções.
O texto também menciona que, segundo a imprensa americana, Washington buscava limitar o alcance de mísseis balísticos iranianos e encerrar apoio a grupos armados no Oriente Médio. O governo iraniano, por sua vez, já havia prometido resposta “feroz” a qualquer ataque e sinalizado capacidade de atingir bases americanas na região.
Presença militar e cenário no Oriente Médio
O g1 relata que os EUA ampliaram a presença militar com envio de porta-aviões, navios de guerra e aeronaves, além de manter bases e tropas em países vizinhos ao Irã. Em paralelo, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e teria reforçado e camuflado instalações nucleares, conforme imagens de satélite citadas na reportagem.
Crise interna e histórico do conflito
A reportagem aponta que a pressão americana se intensificou após protestos e repressão no Irã, além de dificuldades econômicas associadas à reimposição de sanções pelos EUA desde 2018. Também relembra a deterioração da moeda local, inflação elevada e tensões políticas internas em um sistema em que o líder supremo, Ali Khamenei, ocupa o posto há mais de 30 anos.
O texto recorda ainda o histórico de tensões desde 1979, o acordo nuclear de 2015 durante o governo Obama e a saída dos EUA do tratado sob Trump, além de episódios como a morte do general Qassem Soleimani em 2020 e o ataque dos EUA ao Irã em junho de 2025 contra estruturas nucleares, citado como precedente recente.
Fonte: g1
