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Aneel mantém bandeira vermelha na conta de luz para novembro

A decisão reflete a continuidade do quadro desfavorável no setor elétrico

(Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária de novembro será a vermelha patamar 1, o que mantém o acréscimo de R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz. Assim, o custo adicional permanece ativo ao longo do mês.

A decisão reflete a continuidade do quadro desfavorável no setor elétrico. A geração hidrelétrica segue comprometida pela escassez de chuvas e pelos níveis reduzidos dos reservatórios.

Por que a bandeira vermelha foi mantida?

Segundo a Aneel, o índice de chuvas continua inferior à média histórica, impedindo a recuperação adequada das hidrelétricas. Com isso, o Operador Nacional do Sistema precisa recorrer às termelétricas para garantir o abastecimento. Como possuem custo de operação mais elevado, essas usinas tornam a produção de energia mais cara, encarecendo também a tarifa do consumidor por meio das bandeiras tarifárias.

A agência também ressaltou que, embora importante, a energia solar não consegue sustentar o fornecimento de maneira contínua. Por ser intermitente, ela não atende ao sistema durante toda a noite ou nos horários de maior consumo — o que reforça a necessidade das termelétricas para equilibrar o fornecimento.

Como tem sido a evolução recente das bandeiras?

Em outubro, os consumidores tiveram um breve alívio: depois de dois meses com a bandeira vermelha patamar 2, a mais onerosa — o valor foi reduzido. Nos meses de agosto e setembro, a cobrança extra era de R$ 7,87 por 100 kWh.

Agora, em novembro, volta a vigorar a vermelha patamar 1, mantendo o adicional de R$ 4,50 por 100 kWh.

O que significam as bandeiras tarifárias?

Implementado em 2015, o sistema de bandeiras foi criado para mostrar ao consumidor, de forma simples, o custo real da geração de energia no país. Funciona como um alerta:

  • Bandeira Verde: condições favoráveis; sem taxa adicional.
  • Bandeira Amarela: custo moderado devido a condições menos ideais.
  • Bandeira Vermelha: geração mais cara; ativa os maiores adicionais, nos níveis 1 e 2.

Em linhas gerais, as bandeiras ajudam a indicar quando o sistema precisa recorrer a fontes de energia mais custosas, como as termelétricas — para manter o fornecimento em todo o país.

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