A corrupção é apontada por 26% dos brasileiros como um dos principais problemas do país, segundo um recorte da pesquisa BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (21). Na população geral, o tema aparece em terceiro lugar, atrás de saúde pública e segurança pública.
O levantamento mostra, porém, diferenças importantes de acordo com o perfil dos entrevistados. A preocupação com corrupção aumenta entre homens, pessoas com maior renda e eleitores com níveis mais altos de escolaridade.
Entre os homens, 34% apontam o tema como um dos principais problemas do país, contra 18% entre as mulheres. O índice chega a 34% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos e a 33% entre trabalhadores do mercado formal.
Escolaridade também influencia resultado
A percepção sobre o problema também varia de acordo com o nível de escolaridade.
Entre os entrevistados com ensino superior, 31% citam a corrupção. O percentual é de 30% entre aqueles com ensino médio e cai para 16% entre quem possui apenas o ensino fundamental.
Na faixa de renda mais baixa, o tema aparece com menos frequência. Entre os brasileiros que recebem até um salário mínimo, 12% mencionam a corrupção.
O levantamento também mostra diferença entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. Entre os beneficiários, 14% apontam o tema, enquanto o índice chega a 27% entre os não beneficiários.
Jovens também destacam a corrupção
A idade é outro fator que apresenta diferença nos resultados. Entre eleitores de 16 a 24 anos, 31% citam a corrupção entre os principais problemas nacionais.
O percentual é menor entre pessoas com mais de 60 anos, grupo em que 22% mencionam o tema.
Os dados indicam que a percepção sobre corrupção não é distribuída de maneira uniforme entre os diferentes segmentos do eleitorado. O resultado varia conforme renda, escolaridade, gênero, idade e situação no mercado de trabalho.
Pesquisa ouviu 2.006 eleitores
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro e ouviu 2.006 eleitores com 16 anos ou mais.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00485/2026.
