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Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Ex-deputado estava afastado da função de escrivão desde 2025 e não retornou ao posto após o fim do mandato parlamentar.

( Foto: Zeca Ribeiro/CâmaradosDeputados)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva na sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.

Segundo a portaria, a demissão ocorreu após o processo administrativo disciplinar (PAD) concluir que Eduardo faltou ao serviço injustificadamente por mais de 30 dias consecutivos.

Eduardo integrava o quadro da Polícia Federal desde 2010, quando foi aprovado em concurso para o cargo de escrivão. Ele estava afastado da função para exercer o mandato de deputado federal.

Processo disciplinar foi concluído em julho

O processo administrativo disciplinar foi instaurado depois que Eduardo deixou de ocupar o mandato parlamentar e deveria retornar às atividades na Polícia Federal.

A corporação concluiu o procedimento em julho deste ano e encaminhou o resultado ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final sobre a demissão. A portaria publicada nesta segunda-feira formalizou o desligamento.

Após a cassação do mandato, a Polícia Federal havia determinado o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a dezembro de 2025, e estabelecido o retorno imediato de Eduardo às atividades como escrivão.

Eduardo está nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 e passou a morar nos Estados Unidos. Segundo a Agência Brasil, ele havia sido eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014 e teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência nas sessões deliberativas da Câmara.

Com a decisão desta segunda-feira, Eduardo deixa oficialmente o quadro de servidores da Polícia Federal.

Condenação no STF

A demissão ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manter, por unanimidade, a condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Em julgamento concluído em 18 de setembro, os ministros também determinaram a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade de Eduardo por oito anos.

 

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