O ex-deputado estadual Eron Bezerra (PCdoB) anunciou nesta segunda-feira (14) a renúncia à candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada por meio de uma carta publicada nas redes sociais e direcionada a apoiadores, militantes e eleitores.
Na publicação, Eron afirmou que a decisão foi difícil, mas tomada “com responsabilidade e compromisso” com o projeto político desenvolvido durante a pré-campanha e a campanha. Ele também agradeceu o apoio recebido nas mobilizações realizadas no Amazonas.
Segundo Eron, a candidatura foi alvo de uma impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. Ele afirmou que a medida teve como base erros formais relacionados a projetos do período em que foi secretário de Estado de Produção Rural (Sepror), sem, segundo ele, a existência de dolo específico.
Eron disse ainda que a impugnação foi parcialmente acatada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Edilon Queiroz assume candidatura
Com a saída da disputa, Eron indicou Edilon Queiroz para concorrer a uma vaga na Aleam pelo PCdoB. O número informado na publicação é o 65656, que anteriormente era utilizado por Eron.
Na carta, Eron apresentou Edilon como operário, líder sindical, ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), além de diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e dirigente do Comitê Estadual do PCdoB.
“E agora somos todos Edilon Queiroz”, escreveu Eron ao final da publicação.
Motivo da renúncia
Eron afirmou que poderia recorrer da decisão ao próprio TRE-AM e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas alegou que, sem uma definição até esta segunda-feira (14), não haveria mais tempo para apresentar outro nome para substituí-lo na disputa.
Por isso, segundo o ex-deputado, a decisão foi pela renúncia e pela indicação de Edilon Queiroz.
Na carta, Eron também destacou que a campanha havia recebido apoio de movimentos sociais, culturais, sindicais e populares, além de militantes partidários e outros setores da sociedade.
Ao justificar a decisão, afirmou que pretende continuar atuando politicamente e declarou que não considera a saída da disputa como o fim de sua atuação.
