BRASÍLIA (DF), 12/05/2026 – Foi sancionada nesta segunda-feira (11/05) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida, 12 de março, recorda o falecimento da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, ocorrido em 2020, em São Paulo, sendo o primeiro óbito registrado pela doença que já vitimou mais de 716 mil brasileiros.
Reparação e Reflexão
A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, reuniu associações de familiares que buscam o reconhecimento das perdas e a responsabilização por discursos negacionistas durante a crise sanitária. O Governo Federal ressaltou que a criação da data visa manter vivo o debate sobre políticas de saúde pública e prevenção, evitando que tragédias de tal magnitude se repitam por falta de planejamento ou atraso na imunização.
Memorial e Vacinação
Como parte das ações de memória, o Ministério da Saúde destacou a abertura do Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, um espaço de R$ 15 milhões dedicado à preservação da história das vítimas. No campo da imunização, o ministro Alexandre Padilha celebrou a recuperação dos índices vacinais no país, informando que a cobertura infantil, que estava abaixo de 80% em 2023, fechou o ano de 2025 acima de 90%.
Contexto Político
Durante o evento, o atual Governo criticou a gestão anterior da pandemia, citando o impacto da desinformação sobre vacinas. O ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionado no contexto das investigações sobre a condução da crise, cumpre atualmente prisão domiciliar devido a condenações relacionadas a atos contra o Estado Democrático de Direito.
Fonte: Agência Brasil / Em Tempo
