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Senador pede à PF informações sobre paradeiro de Lulinha

O pedido do senador ocorre após a empresa Synapta SL, da qual Lulinha é controlador, ter transferido seu endereço comercial para uma área empresarial de Madri, na Espanha.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O senador Carlos Viana (PSD-MG) encaminhou um ofício à Polícia Federal nesta sexta-feira (21) para solicitar informações sobre a localização de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lulinha é investigado em três inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção. O pedido do senador ocorre após a empresa Synapta SL, da qual Lulinha é controlador, ter transferido seu endereço comercial para uma área empresarial de Madri, na Espanha.

No documento, Viana ressalta que a mudança de endereço não significa, por si só, uma tentativa de fuga. O senador afirma, porém, que considera importante saber se as autoridades brasileiras conhecem o paradeiro atual do investigado e se ele está disponível para eventuais atos das investigações.

Entre os questionamentos enviados à PF estão se Lulinha está acessível para ser intimado ou prestar depoimento e se existe registro de residência ou permanência habitual dele no exterior.

Viana também perguntou se seria necessário acionar mecanismos de cooperação policial internacional para localizar o empresário ou garantir sua participação em eventuais atos investigativos.

“O presente pedido busca apenas obter informações institucionais passíveis de divulgação sobre a disponibilidade do investigado para os atos procedimentais e sobre eventual necessidade de cooperação policial internacional”, afirmou o senador.

Investigação

Um dos inquéritos envolvendo Lulinha apura a suspeita de que ele e outros dois empresários teriam favorecido uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado para facilitar o acesso da empresa, que trabalha com produtos medicinais à base de cannabis, a integrantes do Ministério da Saúde e a possíveis contratos com o governo federal.

As investigações ainda estão em andamento, e Lulinha não é acusado formalmente de participação nas fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.

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