Brasília, DF (05/07/2026) – O prazo de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) voltado para jovens entre 15 e 19 anos foi oficialmente prorrogado e seguirá aberto até o dia 31 de dezembro deste ano. A medida funciona como uma estratégia de “resgate” elaborada para imunizar aqueles que perderam o prazo durante a idade inicialmente recomendada. A vacina é considerada a principal forma de prevenção contra o vírus, que está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
Público-alvo e Grupos Prioritários
Disponível gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema regular de imunização é voltado prioritariamente para meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos.
No entanto, além da ampliação temporária para a faixa etária de até 19 anos, os postos de saúde de todo o país também estão autorizados a aplicar a dose em grupos prioritários específicos, que incluem:
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Pessoas que vivem com HIV;
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Transplantados;
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Pacientes oncológicos;
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Usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP);
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Indivíduos com papilomatose respiratória recorrente.
O Vírus e a Meta da OMS
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência global que afeta a pele e as mucosas do corpo humano, dividindo-se em mais de 200 tipos de vírus.
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, alerta para a gravidade das variantes virais e destaca o potencial de erradicação da doença através da vacinação em massa.
“Os [tipos] oncogênicos causam câncer e são os principais causadores de câncer de colo de útero, vulva, vagina, ânus e pênis. Já os não oncogênicos causam as verrugas genitais. Países que utilizam a vacina há mais tempo observaram uma diminuição muito importante nos casos. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é eliminar o câncer de colo de útero por meio do uso amplo desse imunizante”, explica o diretor.
Como se vacinar
Para receber a dose do imunizante, os jovens ou seus responsáveis devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, portando a caderneta de vacinação e um documento oficial de identificação.
Os especialistas também reforçam que, embora a vacina seja a barreira mais eficaz existente, o uso combinado com preservativos durante as relações sexuais é fundamental para garantir a proteção máxima contra a transmissão do vírus.
Fonte: Agências de Notícias / Portal do Holanda
