Manaus (AM), 10/05/2026 – O sistema de transporte complementar de Manaus, composto pelos antigos micro-ônibus alternativos e executivos, deve anunciar oficialmente nesta segunda-feira (11) uma paralisação geral para o dia 18 de maio. A categoria reivindica o repasse de verbas pela Prefeitura de Manaus referentes ao transporte de passageiros com gratuidade e a compensação da diferença entre a tarifa paga pelo usuário e o custo real da operação.
Gratuidades e desequilíbrio financeiro
De acordo com o advogado da categoria, Ikaro Pereira Amore, os cerca de 320 permissionários do setor transportam idosos e pessoas com deficiência sem receber qualquer compensação financeira do município. O setor alega que, enquanto as empresas do transporte convencional recebem subsídios para cobrir essas passagens previstas em lei, o transporte complementar executa o serviço de forma gratuita sem o devido ressarcimento público.
Defasagem na tarifa técnica
Outro ponto central do impasse envolve a tarifa técnica do sistema. Atualmente, o valor cobrado dos passageiros é de R$ 5,00, mas estudos técnicos apresentados ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) indicam que o custo operacional por passageiro é de R$ 8,14. Os permissionários exigem que a prefeitura arque com a diferença de R$ 3,14 por bilhete, equiparando o modelo de custeio ao que já é praticado com os ônibus convencionais da capital.
Impasse histórico e mobilização
A categoria afirma que o conflito com a administração municipal se arrasta por mais de uma década sem uma solução definitiva. Diante da negativa de pagamento pelo serviço prestado, os representantes decidiram pela suspensão das atividades como forma de pressão. O movimento unifica os tradicionais “amarelinhos” e os micro-ônibus brancos, agora categorizados sob a nova legislação como transporte complementar de passageiros.
Posicionamento oficial
A prefeitura e o IMMU foram procurados para comentar as reivindicações e a ameaça de paralisação, mas ainda não emitiram posicionamento oficial sobre o cronograma de pagamentos ou a revisão do subsídio para o setor.
Fonte: Portal A Crítica
